Início Destaque Você realmente sabe o que é o diabetes e como é a...

Você realmente sabe o que é o diabetes e como é a rotina de quem tem?

24
0

O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma resposta ao crescente número de casos em todo o mundo. O objetivo desta data é chamar a atenção, sobretudo no que diz respeito ao acesso à sua prevenção e tratamento adequados e de qualidade para evitar complicações mais severas, reduzindo o impacto sobre os indivíduos, famílias e custos para os sistemas de saúde e para a sociedade em geral.

O que muitos não sabem é que o Diabetes Mellitus (DM) está entre as cinco doenças que mais matam no mundo e que a rotina das pessoas que se descobrem diabéticas muda de forma drástica. Mas, vamos esclarecer as coisas, se você só sabe que o diabetes tem alguma ligação com açúcar, comecemos explicando o que, de fato, é essa doença. (confira alguns sintomas na imagem acima)

Todo alimento que ingerimos se transforma em glicose – que é uma importante fonte de energia para o organismo.  A utilização de glicose é regulada principalmente por um hormônio produzido pelo pâncreas, chamado insulina, porém, quando a pessoa tem DM a insulina do seu corpo é insuficiente – ou não funciona adequadamente – fazendo com que a glicose não entre nas células, deixando de se transformar em energia.

Há mais de um tipo de diabetes. O Doutor Paulo Roberto Rizzo explica quais são e suas diferença: “O DM tipo 1 ocorre em crianças e jovens, e nele o pâncreas não produz insulina deixando a glicose acumulada no sangue (a hiperglicemia). Tem origem auto imune, ou seja, o seu próprio organismo produz anticorpos contra seu pâncreas. O tratamento é basicamente o uso de insulina, nas suas variadas formas. Já o DM tipo 2 (a maior parte da população diabética, cerca de 90%, é tipo 2), ocorre mais em adultos, o pâncreas produz pouca insulina e ela tem sua ação prejudicada principalmente devido à obesidade”. O tipo 2 é tratado com o uso de drogas orais associadas ou não a insulina, depende do caso. O Dr. Rizzo explicou ainda que, nesse caso, o fator genético é determinante.  “Existe ainda o DM gestacional, onde o diabetes se desenvolve durante a gravidez”, completa.

Pois bem, ser diabético impõe disciplina. Em relação à alimentação, ao uso de medicamentos, higiene e atividade física. Requer também consultas frequentes ao médico, e não apenas ao endocrinologista, mas ao cardiologista, oftalmologista, e outros profissionais, como dentistas, podólogos, etc. Mas a principal mudança é a adaptação necessária a essa nova condição de vida, sem ser um fator limitante. Para isso é muito importante o papel da educação, fornecida por profissionais de saúde comprometidos com esse sério problema de saúde.

Porém, por ser uma doença que depende de uma equipe multidisciplinar, tem que haver um frequente diálogo entre todos, para melhor atender o paciente, e muitas vezes não é isso o que ocorre. Sendo assim, está cada vez mais comum pessoas diabéticas trocarem informações por meio da internet. Foi a forma que encontraram de compartilhar suas aflições, e também informações sobre o assunto. Pesquisam, descobrem tratamentos que vêm dando certo, e disponibilizam para os outros. Trocas de conhecimento.

Vale lembrar que o diabetes acompanha essas pessoas diariamente. Mesmo que os médicos digam que com os avanços da medicina todos podem levar uma vida normalmente, quem tem a doença não pensa bem assim. São crises diárias de hipoglicemia e/ou hiperglicemia, muitas idas ao banheiro para fazer xixi, contagens de carboidrato, alimentação regulada, paradas – várias – para aplicar insulina ou medir a glicemia, e infindáveis momentos de aflição: mulheres que querem engravidar mas precisar ponderar bem, pois há muitos riscos para o bebê, inúmeros momentos de fraqueza, e à espera da cura –  que ao que parece, está longe de chegar.

E atenção! Há muitos casos em que a pessoa tem diabetes e não sabe, pois, no DM tipo 2 , muitas vezes as pessoas não sentem nada e acabam descobrindo o diabetes em exames de rotina, ou pior, quando acontece um evento como um infarto ou AVC.

Imagem: ANAD

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui