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Vai um drinque de álcool em gel ou enxaguante bucal?

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Pelo o que parece, os adolescentes realmente fariam qualquer coisa para por suas mãos nas bebidas proibidas para a sua idade. Já vimos aqui no Blog sobre o “eyeballing”, a técnica de “beber” vodca pelos olhos. Mas as estranhezas não param por ai e as meninas também têm parte nisso. Garotas alemãs formaram a “modinha” de colocar vodca nos absorventes internos a fim de se embriagar rapidamente sem deixar nenhum odor de álcool perceptível aos pais.

E agora, os adolescentes americanos, que só podem comprar bebidas alcoólicas a partir dos 21 anos, trazem mais uma maneira criativa e bizarra (e prejudicial à saúde) de se embebedar: beber géis antissépticos, tanto o feito para as mãos, como o bucal.

Vistos como uma rica fonte de álcool, os produtos próprios para higiene são baratos e fáceis de encontrar. Um frasco de 100 ml de álcool em gel possui 60% de teor alcoólico (muito mais do que o apresentado na vodca), enquanto os enxaguantes bucais têm 8% (mais do que um copo de cerveja). Já que a maioria dos produtos higiênicos não possui gosto adequado para a ingestão, alguns adolescentes usam sal para destilar a bebida seguindo instruções da internet.

Pelo jeito, nem todos sabem que os géis antissépticos não são próprios para a ingestão! O álcool em geral tem substâncias emolientes e corantes que podem provocar sedação, vômitos e hipoglicemia. Já o enxaguante bucal apresenta riscos por conta de corantes não alimentícios e bactericidas que podem causar cegueira, mal-estar hepático, gastrite, úlcera e hepatite.

Em Los Angeles já foram registrados 16 casos de adolescentes que foram parar no hospital por envenenamento causado pela ingestão de álcool em gel. Fora da cidade, mais de 60 ocorrências similares já passaram pelo Sistema de Controle Tóxico da Califórnia.

A prática não foi adotada pelos jovens brasileiros. Por um lado, isso é bom, pois não teremos nenhum adolescente indo parar no hospital por tal atrocidade. Entretanto, o motivo pelo qual não vemos ninguém bebendo álcool em gel é de preocupar: o acesso às bebidas é fácil e, muitas vezes, o preço é menor do que os dos produtos higiênicos. Estudos mostraram que 70% dos menores de idade brasileiros conseguem comprar bebidas alcoólicas sem nenhum esforço, mesmo com a proibição para menores de 18 anos.

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