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Ronco pode ser sinal da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono

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Se você conhece alguém que ronca, leve-a ao médico. As vibrações de baixa frequência que ocorrem durante a noite podem ser indícios da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). Esta é uma doença crônica, evolutiva e com alta taxa de mortalidade, quando não tratada. Ela pode causar problemas ainda no comportamento e no sistema neurológico.

O ronco procede a SAOS em mais de 90% dos casos, por isso, é essencial visitar um médico para receber o diagnóstico logo.

As mulheres devem ficar ainda mais atentas com relação aos seus roncos. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com 407 mulheres constatou que o envelhecimento natural da mulher provoca a perda da função ovariana e uma série de consequências negativas à saúde, entre elas as disfunções respiratórias do sono, como a SAOS.

Esta síndrome acomete um terço da população, onde a grande maioria é de mulheres após a menopausa. A pesquisa mostrou que 68,4% das mulheres que tiveram o diagnóstico confirmado estavam em pós-menopausa tardia.

Além disso, os pesquisadores identificaram as voluntárias que sofriam desta síndrome a partir da medida da cintura. Eles descobriram que a medida de 87,5 cm de circunferência de cintura era capaz de identificar voluntárias que tinham a SAOS em relação às mulheres que não sofriam do distúrbio com uma taxa de acerto superior a 75%.

As razões encontradas foram a obesidade e o fator hormonal. A frequência dos distúrbios aumenta com a transição menopausal e do estágio de pós-menopausa tardia.

O ronco não apenas pode interferir no organismo como provocar insônia, baixa eficiência de sono, dificuldade de manter o sono, a irregularidade no padrão respiratório, sensação de “ondas” de calores e suores frequentes.

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