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Retrospectiva 2010: notícias de saúde que marcaram o ano

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Vamos percorrer pelos avanços, obstáculos, vitórias e temores da medicina que nos marcaram em 2010. E para 2011, contamos (entre outras muitas coisas) com o avanço cada vez mais em benefício de quem precisa.

Sibutramina

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criou restrições para venda de medicamentos que contenham sibutramina, presente em remédios para emagrecer.

A substância passou a receber a classificação de anorexígena (atua no sistema nervoso central), e a tarja dos medicamentos mudou de vermelha para preta.

Além disso, foi determinada a dose máxima que um médico pode prescrever do medicamento: 15 miligramas diárias.

Após as restrições, as vendas de inibidores de apetite com sibutramina caíram 60% – o que significa que as intenções da agência foram alcançadas: maior prudência ao utilizar a substância.  Até então, a droga era a mais usada para perder peso.

Vacinas

Viu-se, durante todo o ano, uma série de vacinas sendo desenvolvida com finalidades diversas. Os testes da vacina para ajudar a parar de fumar e evitar que as pessoas voltem ao vício, é um grande exemplo de que há sempre alternativas a explorar.

Diferente dos chicletes de nicotina, adesivos ou qualquer outro método visto até hoje, a vacina bloqueia a sensação de prazer que a nicotina gera no fumante quando provoca a liberação da dopamina, um estimulante.

Por isso, além de parar de fumar, a pessoa estará ‘imune’ à sensação de prazer causada pelo cigarro por um determinado tempo, assim como as vacinas que protegem das doenças.

A NicVax, nome dado à nova vacina, terá sua fase de testes e eficácia comprovada em 2012. Se tudo ocorrer como os cientistas esperam, neste mesmo ano citado estará no mercado.

A vacina só pode ser utilizada para prevenção? Veja o caso daquela que ‘trata’ câncer de próstata em estágio avançado.

Lançada nos Estados Unidos, a vacina Provenge, da Dendreon Corp, estimula o sistema imunológico do paciente a lutar contra as células malignas do tumor – trata ao invés de prevenir.

Os médicos tentam desenvolver este tipo de tratamento há anos e esta foi a primeira a conseguir aprovação pela FDA, agência que regula alimentos e remédios nos Estados Unidos.

Se não bastasse, os cientistas procuraram facilitar a vida de quem sofre do medo de agulhas, mesmo na hora se prevenir, e começaram a fazer testes de vacinas adesivas – já pensando na facilidade de aplicação em caso de epidemias.

Desenvolveu-se a vacina contra a esquistossomose que deve chegar ao mercado em 2015. Os testes em animais tiveram índices de sucesso considerados bons, o que daria início aos testes em humanos, caso fosse concedida a autorização da Anvisa. A doença atinge 200 milhões de pessoas no mundo.

No mês passado foi divulgada a vacina contra HIV que obteve o melhor resultado até o momento.

A efetividade chegou a 30% nos testes, se o paciente receber seis doses anuais, o que pode salvar um milhão de vidas ao ano – segundo o Departamento de Aids do Instituto de Imunologia da Rússia.

Prêmio Nobel

Robert Edwards, criador da inseminação artificial, recebeu o Nobel de Medicina de 2010 pelo desenvolvimento da fertilização in vitro.

A técnica, que consiste em fertilizar o óvulo fora do corpo da mulher, ajudou milhões de pessoas a realizar o sonho de ter filhos – mais de 10% dos casais no mundo sofrem de infertilidade, segundo dados do comitê responsável pelo prêmio.

Aproximadamente 4 milhões de indivíduos nasceram graças à infertilização in vitro.

Superbactéria

Um novo gene provoca uma mutação em qualquer bactéria e a torna extremamente resistente a antibióticos. Foram divulgados casos no Reino Unido, depois no Japão. Logo em seguida Estados Unidos e Canadá e então no Brasil, que tomou algumas medidas para evitá-la.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária concluiu a regulamentação para evitar a venda de antibióticos sem receita médica.

As mudanças foram feitas para coibir o uso indiscriminado desses medicamentos, que leva as bactérias a ficarem mais resistentes, fazendo com que o corpo humano não reaja tão bem no caso de infecções graves.

Para Temporão, esse pode ter sido o motivo para o surgimento da superbactéria KPC. O ministro acredita ainda que tenha havido falhas no processo de controle de infecção hospitalar.

Em seguida, hospitais e clínicas, públicos e privados, foram obrigados a colocar dispensadores de álcool em gel em todos os quartos, ambulatórios e prontos-socorros – para evitar novos casos da superbactéria.

Você sabia que tomar antibiótico durante uma semana pode prejudicar as defesas do seu organismo por até dois anos? Talvez esteja na hora de pensar duas vezes antes de recorrer a esse tipo de medicamento.

A conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas.

H1N1

No dia 10 de agosto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou o fim da pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), 14 meses depois de ter declarado o nível máximo de alerta pela aparição do vírus.

Segundo o mais recente balanço da OMS, a gripe matou 18.449 pessoas em 214 países e territórios.

No entanto, o impacto real do vírus foi muito mais leve que o registrado anualmente pela gripe sazonal comum: por ano, mata cerca de 500 mil pessoas no mundo.

Avandia

O medicamento usado contra diabetes tipo 2, fabricado pela empresa Glaxo Smith Kline, teve seu registro cancelado no final de setembro, após avaliação dos estudos que mostram que os riscos ao consumir o remédio superam os benefícios.

Além de ter o registro cancelado, a Anvisa determinou que o laboratório produtor recolhesse o produto em todo o país.

O Avandia, cujo príncipio-ativo é a substância rosiglitazona, é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2. A Agência recomendou aos pacientes que fazem uso deste medicamento a procurar o seu médico para realizar a mudança necessária no tratamento.

Atualmente, existem nove classes de medicamentos para este tipo de diabetes.

Os riscos de problemas cardiovasculares decorrentes do uso do Avantia ficaram comprovados com um estudo da Cleveland Clinic Foundation (EUA), divulgado este ano.

Cirurgia plástica

A Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) elaboraram um documento para limitar o número de procedimentos que podem ser feitos em uma única cirurgia.

O protocolo de segurança para cirurgias plásticas também deve especificar o tipo de anestesia indicado para cada caso e trazer recomendações sobre exames pré-operatórios, medicamentos, curativos e as condições do local de atendimento.

O hábito de combinar várias intervenções cirúrgicas para reduzir os gastos com anestesia, médico, internação, além da recuperação de apenas um pós-operatório, pode ser perigoso!

Segundo a sociedade, a revisão é necessária em função dos avanços tecnológicos e do aumento no número de plásticas, além dos casos de mortes.

Ortotanásia

A Justiça Federal derrubou liminar e liberou a prática da ortotanásia no Brasil.

A ortotanásia é a suspensão de tratamentos invasivos que prolonguem a vida de pacientes em estado terminal, sem chances de cura. Nesses casos, o médico precisa da autorização do doente ou, se este for incapaz, de seus familiares. Vale ressaltar que, ao contrário do que acontece na eutanásia, não há indução da morte.

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou no dia 8 de dezembro projeto de lei que define os procedimentos necessários para a prática. O projeto prevê que o pedido será avaliado por uma junta médica antes da decisão final.

Homem curado da AIDS

A notícia ainda é fresquinha: Médicos alemães anunciaram ter curado o paciente HIV positivo com terapia de células-tronco. A intenção inicial era tratar uma leucemia, que também foi curada.

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