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Resultado do novo teste de HIV sai em 20 minutos

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Quem desenvolveu o novo exame foi a equipe do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz. O teste confirmatório será distribuído pelo Ministério da Saúde na rede pública a partir do segundo semestre de 2011.

Os testes usados atualmente também são rápidos. A diferença é que se der soropositivo, a pessoa precisa esperar a confirmação do diagnóstico por outro exame, o que pode levar a quase um mês.

Com margem mínima de erro, o imunoblot rápido DPP® HIV 1/2, como é chamado, garante vários benefícios aos portadores da doença, que vão da agilidade no diagnóstico ao desempenho em termos de sensibilidade e especificidade. É possível fazer o diagnóstico e a confirmação ao mesmo tempo.

O novo teste tem custo cinco vezes menor. O registro foi concedido pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro de 2010.

O gerente do Programa de Desenvolvimento de Reativos de Biomanguinhos/Fiocruz, Antônio Ferreira, ressalta que, quanto mais rápido se tem o diagnóstico, melhor pode ser o tratamento do soropositivo. Quase metade da mortalidade por Aids no Brasil tem relação com a demora para iniciar o tratamento.

Aids no Brasil

A Aids, doença que se manifesta após a infecção do organismo pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), foi identificada no Brasil há quase 30 anos.

O primeiro caso foi registrado em 1982, em São Paulo. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 1987 havia 2.775 casos da doença no país. Nesse contexto, uma equipe de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, coordenada pelo imunologista Bernardo Galvão, isolou pela primeira vez na América Latina o vírus HIV-1, dando visibilidade à pesquisa da Fundação.

Após mais de duas décadas, o programa nacional é referência mundial e distribui, gratuitamente, preservativos e medicamentos à população brasileira.

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) fornece drogas antirretrovirais para Aids; há redes de monitoramento da resistência de pacientes à terapia que garantem a eficácia do tratamento e o aumento da sobrevida de soropositivos; e são feitos estudos para desenvolver vacinas e novos esquemas terapêuticos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que 630 mil pessoas estejam vivendo com Aids no Brasil, atualmente. Em 85% dos municípios haveria pelo menos um caso.

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