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Quem são os hospitalistas

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Os hospitalistas são os profissionais responsáveis por cuidar em tempo integral dos pacientes internados. Mas quem são eles?

Explicando melhor: a partir da internação, o hospitalista “assume” o doente. Decide do antibiótico ao tipo de alimento mais apropriado. Passa também a ser o interlocutor com a família do doente e com o plano de saúde.

Funções

Diferente do médico, que na maioria das vezes fica no consultório e visita seu paciente no hospital 2 ou 3 vezes ao dia, o hospitalista está disponível durante todo o tempo, consegue explicar ao paciente ou à sua família detalhes da doença ou do tratamento, entregar resultados de exames e esclarecer dúvidas.

Os hospitalistas criam rotinas no hospital para reduzir a resistência aos antibióticos, melhoraram a segurança do paciente e diminuem custos.

Segundo especialistas, esses profissionais não vêm para roubar o lugar do médico, mas somar, oferecer mais qualidade no atendimento dentro do hospital. E diferentemente das enfermeiras, sabem dos detalhes do tratamento, das opções e dos próximos passos. Com conhecimento clínico, do ambiente e gestão, o hospitalista troca informações e estabelece rotinas com os outros profissionais.

Além disso, como os hospitais estão cada vez mais complexos, com muitos sistemas eletrônicos, tecnologias de última geração, eles suprem a necessidade de equipes que acompanhem e estejam familiarizadas com tecnologia da informação, pesquisa médica e protocolos clínicos.

Benefícios

Estudos em hospitais americanos apontam que, com a atuação dos hospitalistas, houve redução da mortalidade e do tempo de internação. As despesas hospitalares também caíram em até 30%. Além disso, desde 2006, a prescrição de antibióticos diminuiu de 65% para 26%.

O hospitalista de plantão também coordena as admissões de pacientes, faz rondas nas UTIs e emergências. Com a administração dos leitos, o tempo de espera foi reduzido em 30%.

Entre os benefícios, os pacientes internados passaram também a contar com serviços e terapias para dependência do tabaco e prevenção de diabetes e hipertensão, por exemplo.

No Brasil, o Hospital Santa Isabel, de Blumenau (SC), incorporou hospitalistas no seu corpo clínico em agosto de 2009 e já colhe frutos, como a redução do tempo de internação: de 10,4 dias para 7,6 dias.

Para a Anahp – Associação Nacional de Hospitais Privados, o movimento crescerá porque se traduz em melhoria da qualidade assistencial e em maior segurança, principalmente nas unidades críticas (UTIs).

Uma profissão nova

Os hospitalistas começam a ganhar força no Brasil há pouco tempo, mas há cerca de 14 anos já atuam em hospitais americanos renomados, como a Mayo Clinic, o John Hopkins Hospital e instituições da Harvard Medical School. Hoje, são mais de 20 mil profissionais atuando nos EUA.

Atualmente ao menos oito hospitais brasileiros já adotaram o modelo, entre eles o Santa Isabel, em Blumenau (SC), o Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS), e o Santa Izabel, em Salvador (BA). A profissão está em crescimento, mas ainda não é reconhecida no País.

* Com informações da FSP.

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