Início Saúde Financeira Quanto custará a água em 50 anos?

Quanto custará a água em 50 anos?

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A data é hipotética, mas uma proposta em tramitação no Congresso pode dar pistas de quanto será o impacto do preço da água em nosso bolso.

O que está em jogo é a posse das águas subterrâneas assim como a cobrança dessa água, hoje a cargo dos Estados. A União, no entanto, deseja transformar este bem natural para domínio próprio através da PEC nº43 da Lei das Águas de 1997, que determina os mecanismos de cobrança, delimita as áreas e quem “detém” as águas.

Até agora, apenas São Paulo e Rio de Janeiro, que não possuem bacias para abastecimento interno, o governo cobra pela água subterrânea. Preço este que é cerca de 10% a 15% maior do que dos rios.
Partindo desses dados, O Blog da Saúde convida você a fazer algumas contas e refletir sobre o assunto. Vamos lá:

Se você não mora em SP nem no Rio e gasta R$70,00 por mês na conta de água, dentro de alguns anos, quando as águas acima da superfície do solo estiverem escassas e o abastecimento de água ser exclusivamente provido do subsolo, sua conta subirá para quase R$80,00. Ou seja, 10% a 15% a mais, convencionando-se que o custo se dê apenas quanto à distribuição e saneamento da água e não pela água em si (como ocorre atualmente) e que o aumento venha diretamente para o consumidor.

Parece um aumento tênue, mas não sejamos ingênuos a ponto de pensar que a nova cobrança permanecerá em suas bases embrionárias. A cobrança das águas realizada até hoje somente em duas bacias, já será ampliada em 2010 passando a englobar o São Francisco.

Além disso, na contramão da privatização do setor, a presunção de centralizar o poderio da água pela União é resultado de uma previsão quase que inevitável: a água dentro de alguns anos será tão valorizada a ponto de bater o preço do petróleo. Sendo o Brasil detentor de 12% de toda água doce do mundo, a União poderá ser equiparada aos “bam-bam-bans” dos Emirados Árabes.

A cobrança da água deixará de ser um instrumento de gestão de valor considerável a fim de controlar seu desperdício e poluição e passará a ser mais um imposto para o povo brasileiro, como mais uma forma (de pagamento) causador da exclusão social e limitação do acesso.

Uma dica final: Já vá comprando seus “papéis de água” na bolsa.

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