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Quando alguém literalmente morre de tédio…

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De acordo com estudo publicado no Jornal Internacional de Epidemiologia da Oxford, pessoas que alegam passar por tédio durante muito tempo vivem menos comparadas com as que não ficam entediadas.

Curiosos para saber se a expressão “morrendo de tédio” tinha algum fundamento, pesquisadores londrinos resolveram investigar. Nos anos 80, prepararam um  questionário sobre a quantidade de tédio que pessoas entre 35 e 55 anos sentiam. Após 3 anos, as mesmas pessoas responderam o mesmo questionário outra vez, só para garantir que elas ainda estavam entediadas.

Os pesquisadores acompanharam a vida dessas pessoas, os check-ups que faziam nos hospitais e, no final, o total de mortalidade no ano de 2009. Aproximadamente 20 anos depois de responderam ao questionário sobre o tédio, aqueles que alegavam sentir muito tédio estavam mais propensos a sofrerem de doenças cardiovasculares e de vir a falecer.

Foi descoberto que quem sente mais tédio são as mulheres jovens, que avaliam a própria saúde como sendo ruim, que têm empregos com baixa renda e não praticam atividade física.

Quando os jovens ficam sem ter nada para fazer, também ficam propensos a cederem a atitudes prejudiciais à saúde como beber excessivamente, fumar, usar drogas e ter um perfil psicológico baixo.

Procurar atividades sociais e físicas de interesse próprio pode ajudar a espantar o tédio e melhorar a saúde, reduzindo o risco de “morrer de tédio”, literalmente.

1 COMENTÁRIO

  1. Pessoas de alto poder aquisitivo reclamam de tédio. Obter satisfação não é algo fácil no mundo de hoje porque as pessoas sempre querem mais e mais, buscam o inatingível. Pode até parecer um tanto quanto ingênuo e romântico pensar assim, mas valorizar as coisas simples da vida, praticar esportes, e falar besteira com os amigos é o que realmente traz felicidade.

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