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Proteja-se: Semana de nível máximo de radiação UV na capital

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O Carnaval começa oficialmente na sexta-feira, 12, mas para algumas pessoas a folia já começou nesse fim de semana. Salvador, Recife e Rio de Janeiro são os destinos mais procurados, além de serem as cidades com mais tradição nessa festa, têm as mais belas praias do litoral brasileiro, e nada melhor do que juntar feriadão, carnaval e praia.

Mas você precisa ter cuidado, pois nem só de festa vive o ser humano, nós também precisamos manter nossa saúde em dia. É nessa época que o Sol fica mais presente no céu e a incidência de raios ultravioleta (UV) fica maior.

Para quem fica na capital paulista o Sol também não vai dar trégua nessa semana, segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), até quinta-feira, os paulistas sofreram com um nível máximo de radiação ultravioleta. Por isso, os cuidados com a nossa pele e com os olhos devem ser maiores durante esse período.

Entrevistamos o médico da equipe de qualidade de vida da Victory Consulting para tirar algumas dúvidas sobre como essa radiação pode prejudicar a nossa saúde e como devemos nos prevenir. Confira:

1 – Desde a semana passada o nível de radiação está na faixa de 14, índice considerado extremo. Quais os momentos do dia em que as pessoas devem evitar exposição ao Sol?
Hoje no Brasil, a radiação está entre 9 e 11 nas regiões sudeste e nordeste, e entre 6 a 7 nas demais. Na região sudeste, mais precisamente São Paulo e litoral, 11, no interior do estado 10. As pessoas devem evitar tomar sol das 10 ás 16 h, lembrando que estamos no horário de verão.

2- Quais pessoas são as mais prejudicadas com a forte radiação de raios UV? Qual é a melhor forma de se proteger?
As pessoas de pele clara e olhos claros são as mais prejudicadas, porém, a caracterização de um determinado tipo de pele é subjetiva. Desse modo, podem ser selecionados três grandes grupos de tipos de pele: a) aqueles que apresentam pele clara, nunca se bronzeiam e tem grande susceptibilidade a sofrer queimaduras em exposições ao sol; b) os de pele morena, com pigmentação intermediária; e c) indivíduos de pele escura, cuja pigmentação é acentuada.
Mais de 90% dos cânceres de pele não melanoma ocorrem em pessoa de pele tipo A. Ou seja, do grupo de pele clara. A proteção se faz evitando a exposição ao Sol próximo do meio dia, utilizando chapéus, óculos de sol, aplicação de protetor solar com fator de proteção acima de 20 e reaplicar a cada 2 horas.

3 – Quais as consequências para a pele e para os olhos se a pessoa não se proteger durante o calor intenso?
O Sol na medida certa é saudável. Diminui casos de depressão e aumenta a produção de vitamina D na pele, porém quando em excesso favorece o aparecimento de queimaduras, câncer de pele, envelhecimento, pintas e sardas.
Com relação aos olhos, a pessoa não percebe de imediato o malefício da radiação UV, mas no médio prazo ela terá uma diminuição da visão, alteração da percepção das cores e outras alterações que podem ser evitadas utilizando óculos de sol com proteção UVA.

4 – Um céu com nuvens inibe os efeitos dos raios UV?
Sim, na presença de nuvens o efeito do raio UV é atenuado.  O índice UV referido acima [faixa de 14] é para condições de céu limpo (sem nuvens). No entanto, a presença de nuvens pode causar atenuação dos fluxos UV que chegam à superfície. Sob condições de céu totalmente encoberto, essa diminuição pode chegar a 70%.

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