Início Saúde Social Programação Nacional de Imunização sofre mudanças após atual campanha contra pólio

Programação Nacional de Imunização sofre mudanças após atual campanha contra pólio

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A campanha contra a poliomielite, ou paralisia infantil, começou e será realizada até o dia 06 de julho. Os pais devem levar as crianças de até cinco anos aos postos de saúde para tomarem as duas gotinhas que previnem contra a doença.

O poliovírus ataca principalmente crianças de até cinco anos. É contagiosa e pode causar paralisia nos músculos das pernas. Em alguns casos, o vírus paralisa os músculos respiratórios ou de deglutição, podendo causar a morte da criança.

Por isso, é preciso ficar atento ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) para a vacinação de crianças a fim de prevenir as doenças evitáveis, como a pólio. Aliás, a partir de agosto entram em vigor novas orientações para os pais. As principais novidades são a inclusão da vacina injetável contra a poliomielite (VIP) e da vacina quíntupla de células inteiras, que combina a atual quádrupla de células inteiras (difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenza tipo b) com a vacina contra a hepatite B. Parece complicado, mas é importante que você entenda as mudanças.

“Essa alteração significa mais conforto e segurança na proteção contra graves doenças infectocongioasas”, avalia Isabella Ballalai, presidente da Regional Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-RJ). A médica explica que a vacina VIP é feita de vírus inativado. Ela será usada de rotina em paralelo com a “vacina da gotinha” – esta, nas campanhas anuais contra paralisia infantil, como a de agora.

“A Organização Panamericana de Saúde (OPAS) recomenda o uso da vacina oral até que a poliomielite esteja erradicada no mundo”, acrescenta Ballalai.

Dessa forma, até que seja conquistada a erradicação mundial da doença, “o Brasil utilizará um esquema sequencial, com as duas vacinas, aproveitando as vantagens de cada uma. A VIP será aplicada aos dois e aos quatro meses de idade e a vacina oral será utilizada nos reforços, aos seis e aos 15 meses de idade”, como anunciou o Ministério da saúde (MS).

Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, até 2016 o PNI deve transformar a vacina quíntupla em sextupla, com a inclusão das vacinas inativada de poliomielite e da meningite C conjugada. “As vacinas conjugadas possibilitam ampliar a proteção com apenas uma injeção, o que, além de ser mais confortável, facilita o cumprimento do calendário de vacinação, condição essencial para uma boa cobertura vacinal”, analisa Ballalai.

Imagem: Ministério da Saúde

Postos de vacinação funcionam das 8 às 17 horas.

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