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Prejuízo científico irreparável no Instituto Butantan

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O incêndio que aconteceu no último sábado (15) no Instituto Butantan destruiu toda a coleção de cobras (85 mil exemplares) e 450 mil espécimes de aracnídeos, principalmente aranhas e escorpiões.

Nenhum dos animais estava vivo, mas muitos deles ainda não tinham sido avaliados pelos cientistas. Suspeita-se que o incêndio tenha sido causado por um curto-circuito.

Foto Márcio Fernandes/ AE

O laboratório é um centro de pesquisas e produtor de vacinas, pertencente ao governo de São Paulo. Estuda o veneno dos répteis no combate a doenças como Leishmaniose, causada pelo protozoário Leishmania e transmitida por um mosquito conhecido por diferentes nomes, dependendo da região – palha, tatuquira, birigui. O veneno também pode ser útil no combate ao mal de Chagas, causado por um protozoário, o Trypanosoma cruzi, e transmitido por um inseto conhecido como barbeiro.

Para os cientistas, não dá para calcular o prejuízo de um acervo que levará muito tempo para ser reconstituído.

História

O Butantan já tem mais de 100 anos. Surgiu em 1898, em decorrência do surto epidêmico de peste bubônica, e sua criação foi oficializada em 1901.

Atualmente,  é o produtor de vacina da gripe H1N1.

2 COMENTÁRIOS

  1. Há culpados pela tragédia no Butantan

    Mesmo que os funcionários desafiem o medo de represálias por parte da truculência do governo do Estado, a mídia serrista boicotará qualquer denúncia que o responsabilize pelo incêndio que destruiu o Butantan. Mas alguém precisa dizer que esse absurdo de conseqüências incalculáveis teria sido evitado se a administração tucana concedesse mínimos recursos para equipamentos de segurança na instituição.
    Não faltou hegemonia eleitoral para essas medidas preventivas. E não faltaram recursos. O que faltou mesmo foi vontade política, competência administrativa, preocupação com um patrimônio científico de porte mundial, construído por alguns abnegados, que em algumas horas desapareceu para sempre.
    É o mesmo descaso que proporcionou as destruições das enchentes no interior. E novamente a imprensa mergulha em sua criminosa quietude eleitoreira.

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