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Planeje-se para evitar aperto em situações de emergência

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Por mais organizado que seja o seu planejamento financeiro, é importante ter consciência de que os gastos extras sempre aparecem em determinados momentos da nossa vida. Uma falha mecânica do seu carro, manutenção da casa, problemas de saúde na família, enfim, diversos fatores que o levam a despender de uma quantia considerável quando menos se espera.

A principal característica dessas despesas é justamente a urgência: você precisa do dinheiro rápido e não há muito como protelar.

Planeje-se

Para se garantir neste tipo de situação é preciso se planejar, construindo uma reserva de emergência. Caso contrário, sua única alternativa pode ser vender um bem ou recorrer a um financiamento.

A pergunta que surge é: quanto exatamente separar para este tipo de emergência? Não existe uma regra precisa, tudo depende do seu padrão de vida. Em geral, o que se recomenda é ter um fundo equivalente a pelo menos três meses de despesas correntes. Assim, se seus gastos mensais correntes são de cerca de R$ 700, o fundo deve ter pelo menos R$ 2,1 mil.

Assumindo que a emergência tenha sido causada pela perda de emprego, é preciso analisar como anda o mercado de trabalho na área em que você atua, de forma que possa estimar o tempo necessário para se recolocar.

Como o tempo médio para encontrar um emprego pode superar os seis meses, ao montar seu fundo de reserva vale a pena ser bastante conservador. Assim, deixar separado o equivalente a seis meses de despesas pode ser o ideal, o que no exemplo acima equivale a algo como R$ 4,2 mil.

Estabeleça metas realistas

É bom lembrar que este dinheiro não deve ser visto como dinheiro perdido, pois certamente deve ser aplicado, mas sim como dinheiro que você não deverá usar no pagamento das despesas correntes. Montar um fundo de reserva exige tempo, perseverança e, mais do que tudo, objetivos claros e realistas. Assim como em uma dieta, não adianta você estabelecer regras muito rígidas, porque certamente irá se desanimar.

A primeira coisa a fazer é montar uma planilha detalhada com seus gastos mensais. Com base nela, você poderá estimar o quanto sobra no final do mês. É claro que a maioria das pessoas vai dizer que não sobra nada. Mas isso, em geral reflete o fato de que as pessoas tendem a consumir itens desnecessários, preferindo o prazer imediato de ter um bem de consumo, do que o prazer futuro de poder arcar com gastos extraordinários.

Reveja seu orçamento e estabeleça como meta poupar pelo menos 5% do que ganha todos os meses. Caso isto não seja possível, estabeleça alguns cortes. Não é difícil achar “gordura” no orçamento que compense os 5% que pretende poupar. À medida que se sentir confortável com o seu novo orçamento, você pode aumentar este percentual para 10% ou mais.

Evite as tentações

Para evitar tentações, imagine que você passou a ganhar menos ou que o seu salário líquido é menor do que o que efetivamente tem. Estabeleça alguma forma de investir diretamente do seu salário, por exemplo, estabelecendo um sistema de depósitos mensais em seu fundo de investimento, ou na poupança.

Se você estava planejando algum gasto significativo para este ano, talvez valha a pena adiar este sonho de consumo e usar o dinheiro para começar seu fundo de reserva. Por exemplo, se você estava pensando em trocar de celular, comprar um novo laptop, um aparelho de som ou coisa do gênero, use o dinheiro para começar seu fundo de reserva.

Finalmente, não se esqueça de aplicar este dinheiro em alguma opção que exija de você algum esforço, nem que seja um telefonema para o banco, para ser sacada. Desta forma, você consegue evitar saques precipitados, motivados por um impulso consumista de momento. Montar um fundo de reserva exige uma revisão da forma com que você gasta o dinheiro, mas o esforço certamente vale a pena.

Fonte: Finanças Práticas

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