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Peste bubônica, ou morte negra, deixa americano em situação crítica de saúde

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Uma peste da antiguidade que exterminou cerca de um terço da população europeia na idade média e foi classificada como capaz de ser um agente de terrorismo biológico, de acordo com a FDA (Food and Drug Administration), foi contraída por um americano neste mês.

A peste bubônica, ou morte negra, é considerada rara nos dias de hoje. Apenas duas mil pessoas contraem a doença por ano no mundo todo. O caso nos Estados Unidos chamou a atenção, pois a vacina contra a peste não é mais produzida no País. O americano foi hospitalizado no St. Charles Medical Center-Bend e sua situação de saúde continua crítica, de acordo com noticiários locais.

A morte negra é normalmente uma doença animal, recorrente em roedores. As pulgas que invadem o corpo dos ratos mortos podem ser fatais para os seres humanos, pois são portadoras da bactéria “Yersínia pestis”, causadora da peste. No caso atual, o homem de 50 anos foi tentar retirar um rato da boca de um gato da região e acabou sendo atacado pelo felino.

Quando a bactéria entra na corrente sanguínea da vítima, ela vai até o nódulo linfático e se multiplica. Logo, os primeiros sintomas começam a aparecer, como a febre alta, dor muscular, inchaço e fraqueza. Em 24 horas, começam as tosses secas e com sangue. Outros sintomas incluem intolerância à luz, vertigens, dor de cabeça, aumento da frequência cardíaca e pele escurecida nas axilas, virilhas ou pescoço.

Com as tecnologias da modernidade, a doença deixou de ser tão devastadora como era na idade média. Desde 1934, apenas quatro pessoas morreram por causa da peste bubônica, de acordo com a The Oreganian. Entretanto, se o início do tratamento é tardio, o resultado final não é nada agradável. A maioria dos indivíduos não tratados morre nas 48 horas que sucedem o início dos sintomas.

Felizmente, o tratamento é simples. Com alguns antibióticos como doxiciclina, tetraciclina, estreptomicina, e cloranfenicol as chances de ser curado da peste bubônica são de 95%, segundo o Manual Merck de Medicina Diagnóstica.

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