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Pegada verde

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O mundo está mudando quando o assunto é meio ambiente. Estamos, de fato, vivendo a chamada revolução verde. Ambientalistas atestam que estamos mais conscientes. Só tem um problema… poucos colocam isso em prática. “Temos mais informação sobre os problemas ambientais, sabemos que nossas atitudes geram impacto. Hoje as pessoas estão mais informadas, mas não necessariamente isso reflete em ações. Muita gente é preocupada, mas às vezes elas nem sabem como ajudar”, comenta Iran Magno, gerente da campanha de clima e energia do Greenpeace. Só para saber, começamos a poluir o entorno quando nascemos: fraldas descartáveis, papinhas, roupas e brinquedos. Tudo causa algum dano, seja no processo de produção, seja no lixo gerado – você já calculou quantas fraldas descartáveis um bebê usa no primeiro ano de vida? O que nos resta é diminuir isso por meio de escolhas mais verdes – o que começa ainda no berço.

Sabe aquele hábito antigo de dar as roupas e brinquedos do caçula para o primo que acabou de nascer? É algo que devemos cultivar. Ou doar os livros escolares, já utilizados; estabelecer um sistema de carona com as mães das outras crianças; ou plantar algo com o pequeno e ensinar-lhe como funciona o ciclo da natureza. As relações que estabelecemos com nossos filhos, amigos, pessoas próximas a nós e até mesmo com o bairro ou a cidade em que moramos é que fará a real diferença. É por meio desses laços que surgem ações como os canteiros ou hortas coletivas, gente que se reúne para trazer o verde mais para perto de si. Quem sabe, um dia, em vez de comprar a alface, você não possa colhê-la na horta do bairro? As iniciativas pipocam a todo momento por aí. Em São Paulo, por exemplo, há o projeto Horta das Corujas, que promove o plantio de pequenas hortas em bairros da capital paulista.

NÃO POLUÍMOS TANTO

Para falar francamente, o Brasil não polui tanto se comparado a nações desenvolvidas. Por aqui, todo ano, uma pessoa emite 2,2 toneladas de CO2. Nos EUA, por exemplo, são 18 toneladas por pessoa. Mas isso não quer dizer que somos um modelo a ser seguido. A diferença é que um americano consome muito mais que nós. O trivial e o óbvio para salvar o planeta a gente já sabe: economizar água, reciclar o lixo, não desperdiçar energia. Mas há mais coisas, no dia a dia, que podem mudar o rumo dessa história. “Não podemos ficar impotentes.

A mudança de atitude é individual e ela é um processo virtuoso”, explica Fabio Cidrin, do WWF. “É como jogar uma pedrinha no lago: ela cria rajadas. A gente tem de acreditar nesse poder. É uma militância de as pessoas dizerem: dá para ser diferente, a gente pode fazer diferente.” Pequenas atitudes em casa, na escolha de transporte (sim, o carro é um grande poluente), no trabalho, na hora de comprar. Por exemplo, você já parou para pensar em quantos milhares de quilômetros uma singela pera pode percorrer para chegar a seu carrinho de supermercado? Será que você precisa mesmo comer as peras espanholas? Ou as plantadas em terras brasileiras são suficientes? Se o carro é a única alternativa para chegar ao trabalho, uma sugestão é organizar grupos de carona.

Enfim, a seguir, você confere quatro infográficos feito pelo Planeta Sustentável da rotina de uma pessoa nas diferentes esferas em que circula: – casa – rua – trabalho – supermercado

Eles refletem qual é, de verdade, sua pegada verde e como algumas atitudes – muitas delas bem simples – podem fazer diferença para um dia a dia com menos lixo e menos poluição, a fim de que tenhamos um lugar bem melhor para viver.

Fonte: Vida Simples

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