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Pediatras alertam sobre o desenvolvimento das crianças que usam aparelhos tecnológicos

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Você com certeza já viu um bebê de um ano brincando no celular ou tablet. Esta cena está cada vez mais comum. Mas será que esta interação entre tecnologia e criança é uma boa alternativa para o desenvolvimento e a saúde?

Uma pesquisa feita pelo Instituto Penido Burnier, mostrou que as crianças podem desenvolver problemas de visão. Segundo o estudo, das 360 crianças participantes, um grupo delas usava a tecnologia por até 6 horas diárias ininterruptamente. Notou-se  uma dificuldade em enxergar de longe em 21% destes participantes.

De acordo com os pediatras, há dois problemas comuns à exposição excessiva aos dispositivos: a Miopia Transitória e a Síndrome da Visão no Computador, ambos relacionados à dificuldade temporária em enxergar de longe.

Isto acontece porque o sistema ocular exige maior fixação no monitor, fazendo com o que o indivíduo pisque menos, o que deixa os olhos mais ressecados, causando dor de cabeça, ardência nos olhos e mal-estar.

Além disso, os aparelhos podem interferir no desenvolvimento cerebral durante a fase de crescimento. O problema surge no progresso psicomotor, pois a criança, durante o dia a dia, não recebe os estímulos do ambiente para criar novas conexões neurológicas.

Antes de ir afastando as crianças dos aparelhos tecnológicos, veja como ajudá-las no desenvolvimento:

  • Decida um horário em que a criança pode usar o tablet e não deixe que o tempo extrapole.
  • Dedique um tempo para explorar novos ambientes e sensações junto da criança.
  • Deixe-a em contato com outras crianças.
  • Leve-a a parques.
  • Brinque com a criança diariamente.
  • Na escola, verifique se as crianças possuem atividades que trabalhem o corpo, como brincadeira com bambolês, bolas, corda, etc.

 Segundo a coordenadora do Centro Educacional da Lagoa, Elizabeth Soto, “o estímulo da coordenação motora da criança pode acontecer de duas formas: trabalhando a capacidade motora grossa, que desenvolve músculos complexos, através de atividades de subir, descer e passar por objetos, e a competência fina estimulada com pequenos movimentos, como desenhar, encaixar e recortar. Isso é importante, porque juntas elas serão exigidas mais a frente na alfabetização em que o aluno começa a ler e escrever”.

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