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O carnaval e o perigo de contrair hepatite B

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O vírus transmissor dessa doença é cem vezes mais contagioso que o da Aids e as complicações são responsáveis pela morte de mais de 1,5 milhão de pessoas.

Não é por acaso que a distribuição gratuita de preservativos aumenta na época de carnaval. A chance de contrair doenças sexualmente transmissíveis aumenta nesse período do ano, em que a combinação de folia e bebida pode diminuir a atenção na hora de se proteger para o sexo. São diversas as doenças que podem surgir de uma contaminação por falta de preservativo, entre elas a sífilis, a gonorreia e o herpes genital. Mas outras se manifestam de maneira mais silenciosa e grave, como a hepatite B.

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No Brasil, não existem números exatos dos portadores dessa doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2 bilhões de pessoas já tiveram contato com esse

Muitas pessoas não dão importância, mas é preciso ficar atento à hepatite B: “Esta época do ano é um período de festa e, muitas vezes, de irresponsabilidade. Parece clichê, mas ainda é importante ressaltar o uso do preservativo, principalmente quando falamos sobre doenças que podem ser transmitidas por relações sexuais”, alerta o infectologista. O vírus transmissor dessa doença é cem vezes mais contagioso que o da Aids e as complicações são responsáveis pela morte de mais de 1,5 milhão de pessoas.vírus, das quais 240 milhões tornaram-se portadoras crônicas, sendo esse grupo mais suscetível a complicações como cirrose e câncer de fígado. Após a infecção do indivíduo, a hepatite B se cura em 95% dos casos, tendo, em princípio, portanto, um bom prognóstico. No entanto, é entre os 5% dos indivíduos infectados que não conseguem eliminar o vírus do organismo e se tornam, portanto, “portadores crônicos da hepatite B” que reside o maior problema. “Isso porque cerca de um terço desses portadores crônicos desenvolverá inflamação significativa no fígado (hepatite crônica), que vai evoluir para cirrose após alguns anos e, eventualmente, para o câncer primitivo do fígado”, afirma o infectologista Alberto Chebabo, do laboratório Sérgio Franco Medicina Diagnóstica.

No caso da hepatite B, Chebabo lembra que ela é uma doença infecciosa causada pelo HBV, um vírus DNA, que resulta na inflamação das células hepáticas do portador. “Não está sendo divulgado, mas há muito tempo o Brasil vivencia uma epidemia de hepatite, não somente a B. A maioria das pessoas não se vacina e acaba só descobrindo a doença quando faz o exame, seja porque o médico percebeu os sintomas da doença ou porque está fazendo um check-up rotineiro”, explica o infectologista.

Mais de 2 bilhões de pessoas já tiveram contato com o vírus, das quais 240 milhões tornaram-se portadoras crônicas da doença.

A hepatite B é uma doença grave que pode ser prevenida através de vacinação. Crianças e jovens devem ser vacinados. O que preocupa é que muitos jovens, hoje na faixa etária entre 13 e 16 anos, não foram vacinados contra hepatite B e, por estarem em fase de iniciação sexual, por desconhecimento e falta de prevenção, são sérios candidatos à doença, através do beijo. Por esse motivo o médico ressalta a importância de tomar a vacina. Existem três opções: a primeira é a vacina apenas para a hepatite A; a segunda opção é a vacina somente para a hepatite B e a terceira opção é a vacina que contempla a hepatite A e B conjuntamente. “Quanto à hepatite B, além da vacina, ressalto mais uma vez, é importante o uso de camisinha para evitar a doença”, alerta Chebabo.

O infectologista reforça que hoje não existem mais grupos de risco para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Mulheres casadas, com namorados fixos, adolescentes e homossexuais têm o mesmo risco de contrair uma DST caso não pratiquem sexo seguro, ou seja, com o uso de preservativo. “As principais DSTs são AIDS, hepatite, gonorreia, herpes, sífilis, infecção por clamídia e micoplasma. Por isso é preciso curtir de forma consciente o carnaval”, finaliza Chebabo.

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