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O Alzheimer não pode ficar no esquecimento

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Atualmente, o Alzheimer é uma doença incurável. Em busca de soluções e curas, cientistas pelo mundo tem pesquisado como fazer para travar o declínio mental dos idosos. Aliás, uma pesquisa recentemente divulgada pela mídia afirma que o raciocínio começa a ser prejudicado a partir dos 45 anos. Com isso em mente, preparamos esse post para você poder entender melhor o Alzheimer, aprender a se prevenir e conferir algumas pesquisas promissoras sobre curas deste mal.

Entendendo o Alzheimer

Estima-se 1,2 milhão de pacientes com essa doença e 100 mil novos casos a cada ano no Brasil. O mal de Alzheimer é mais conhecido pela sua característica perda de memória. Entretanto, esse não é o único sintoma que a doença produz. Outros agravantes como confusão mental, irritabilidade, agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória em longo prazo e, com o passar do tempo, o desligamento do paciente com a realidade, são detectados durante o desenvolvimento da doença.

A tarefa de cuidar de um idoso com Alzheimer é muito complicada e pode sobrecarregar os familiares. Conforme a doença avança, as dificuldades aumentam. Logo, o idoso não é mais capaz de realizar suas necessidades fisiológicas mais básicas como tomar um banho, alimentar-se, dirigir-se ao banheiro e assim por diante. Além dessas tarefas físicas que agora os familiares devem se responsabilizar em cumprir para o idoso, este também requer muita atenção, carinho e principalmente paciência.

Prevenção

Atualmente, a doença não tem cura. Pesquisadores americanos criaram uma lista de sete medidas que poderiam evitar milhões de casos por todo o mundo. Estão ligadas a estilo de vida, um assunto que tanto falamos no Blog da Saúde. São eles: não fumar, ter uma dieta saudável e balanceada, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais atividades físicas e aumentar o nível de educação.

Novas drogas sendo desenvolvidas

Em busca de um novo medicamento capaz de travar o declínio mental devastador da doença de Alzheimer, pesquisadores do Salk Institute for Biological Studies desenvolveram um teste com ratos em que era administrada uma droga chamada J147.

Os cientistas puderam observar uma melhora na memória dos ratos, bem como um efeito preventivo contra novos danos cerebrais que poderiam surgir mais tarde.

Até agora, tratamentos permitem melhorar a saúde, retardar o declínio das funções mentais, controlar alterações comportamentais e proporcionar conforto e qualidade de vida aos pacientes, mas nenhuma medicação foi capaz de bloquear o declínio mental. Essa é a diferença da nova droga.
“O J147 melhora a memória em ratos normais e, também, naqueles portadores de Alzheimer. Além disso, protege as conexões nervosas cerebrais. Nenhuma das drogas disponíveis para o tratamento da DA (Doença de Alzheimer) apresenta estas propriedades,” explica o Dr. David Schubert, pesquisador principal do estudo.

Mesmo com os resultados promissores, a eficácia em seres humanos ainda não foi testada. Talvez, futuramente, seja uma droga que venha a tratar efetivamente pessoas com Alzheimer.

Tratamento com B12

Também em busca de soluções, cientistas na Suécia descobriram que altas concentrações de vitamina B12 diminuem os níveis do aminoácido homocisteína no sangue, uma das substâncias responsáveis por causar derrames e demências. Esses resultados vieram de um acompanhamento por 7 anos com pacientes entre 65 e 79 anos. Foi constatado que o “encolhimento” do cérebro, associado ao Alzheimer, teve uma redução naquelas pessoas que ingeriram altas quantias de vitamina, incluindo a B12.

“A descoberta deveria ser um incentivo para o início de testes de terapias de redução da homocisteína com o uso de vitaminas do complexo B. Assim, poderíamos confirmar se um tratamento tão simples pode, de fato, retardar o desenvolvimento do Alzheimer e de outras demências”, diz Helga Refsum, da Universidade de Oslo.

Inspiração

Para você que tem um parente que sofre do mal de Alzheimer, não é fácil, mas mantenha em mente que é necessário ser dócil, compreensivo e paciente. Se precisar de inspiração para conseguir cumprir esses requisitos, assista ao vídeo abaixo. Os velhinhos já fizeram muito por nós quando éramos crianças, agora é nossa hora de cuidar deles.

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