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No futuro, bafômetros serão usados para outras finalidades

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Os cientistas começaram a desenvolver sofisticados farejadores eletrônicos que examinam as baforadas para revelar sinais de câncer, tuberculose, asma e outras doenças.

Para o Dr. Raed Dweik, diretor do programa vascular pulmonar na Clínica Cleveland, a análise da respiração é o futuro dos exames médicos, já que no hálito há sinais claros de doenças hepáticas, doenças renais, doenças do coração e doenças pulmonares – disse em entrevista ao The New York Times.

A respiração é tão rica em compostos químicos que a plena compreensão tem-se revelado um desafio. Cada respiração contém gases como o dióxido de carbono, mas também os restos de lanches recentes, medicamentos e até mesmo compostos inalados de carpetes ou de outros tipos de poluição do ar.

Tuberculose Pulmonar
Menssana Research, uma empresa de biotecnologia em Nova Jersey, testa um sistema chamado BreathLink para uso na identificação rápida de tuberculose pulmonar e outras doenças.

O aparelho é um bilhão de vezes mais sensível do que os bafômetros usados pela polícia para detectar concentrações de álcool no sangue. O BreathLink surgiu posteriormente ao trabalho da empresa chamado de Heartsbreath, um procedimento que monitora a respiração de pacientes com transplantes de coração em busca de sinais de rejeição. O aparelho foi aprovado pela agência reguladora americana Food and Drug Administration.

Asma
A detecção de um composto no ar, o óxido nítrico, já é amplamente utilizada no tratamento da asma, disse a Dra.WH Pijnenburg Marielle, que é especialista em medicina respiratória pediátrica do Erasmus University Medical Center, em Rotterdam, na Holanda.

“É uma molécula muito pequena, mas quem tem asma, tem níveis mais elevados. O composto reflete a inflamação alérgica nos pulmões.”

Dra. Pijnenburg disse que os bafômetros usados para detectar o óxido nítrico são caros – e que os resultados, embora úteis, não são aplicáveis a todos os pacientes com asma. “O óxido nítrico por si só é muito simples para refletir os complexos processos em curso nos pulmões”, disse. Os futuros dispositivos vão medir muitas outras moléculas que podem estar relacionadas à doença.

Um destes dispositivos pode ser um bafômetro portátil que vai se basear em cinco marcadores inflamatórios comuns da asma, disse Frederick A. Dombrose, presidente da Fundação Hartwell, que apoia a investigação em saúde das crianças e tenta aprimorar o teste.

Câncer de pulmão
Na Cleveland Clinic, o médico Peter Mazzone analisa a respiração de pacientes para determinar se eles têm câncer de pulmão. O resultado do teste do hálito é comparado ao de pessoas sem a doença. Seus exames chegaram, até agora, a 85% de precisão.

Mas ele conta que alguns cães treinados podem farejar o câncer com 99% de precisão – embora sem, por exemplo, a capacidade de identificar compostos particulares como alguns aparelhos.

A ideia é que as técnicas nem um pouco invasivas tomem conta do cenário aos poucos. Além de práticas, servirão, no futuro, para diagnóstico precoce e eficiente das doenças.

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