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No Dia Mundial da Esclerose Múltipla, conheça mais sobre a doença e opções de tratamento

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Existem mais de 2,5 milhões de pacientes diagnosticados com esclerose múltipla (EM) no mundo, sendo que mais de 30 mil deles são brasileiros. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), apenas cinco mil desse total recebem tratamento adequado devido à demora no diagnóstico.

Uma enfermidade de causas desconhecidas, a esclerose múltipla pode provocar dificuldades motoras e sensitivas. Para não comprometer a qualidade de vida dos pacientes, é importante conhecer os sintomas e saber tratar essa doença que ainda não tem cura. Esse é o objetivo do Dia Mundial da Esclerose Múltipla, comemorado hoje (30).

Sintomas como formigamentos no corpo, perda de força, alteração da visão, perda de controle dos esfíncteres e dormência no tronco aparecem vagarosamente e vão se agravando ao longo do tempo. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento, menor o efeito da doença e a carga de lesão que o corpo sofrerá.

Ao contrário de muitas outras doenças, não existe nenhum teste imediato do tipo ‘positivo ou negativo’ para diagnosticar a EM e nenhuma das baterias de exames à disposição dos médicos para apoio ao diagnóstico são 100% conclusivas por si sós. Por isso, ao notar qualquer mudança no corpo que seja parecida com os sintomas da EM, corra para receber suporte médico e iniciar tratamento.

A primeira opção de tratamento da EM são os imunomoduladores. Eles são capazes de modificar a evolução da doença de forma direta e favorável. Os pacientes que se beneficiam do uso deste medicamento têm menos surtos e menos sequelas.

Estudo publicado na revista Neurology aponta o interferon beta-1b como redutor de risco de morte. Os pacientes que provaram o medicamento tiveram 46,8% de mortalidade a menos do que aqueles que receberam um placebo. Levando em conta que a expectativa de vida das pessoas que com EM são de 7 a 14 anos mais curta, o risco-benefício do tratamento é favorável para quem inicia precocemente a terapia.

Um tratamento alternativo muito considerado para a esclerose múltipla é o uso de cannabis. Segundo estudo publicado na revista da Associação Médica do Canadá, a maconha fumada alivia a espasticidade e a dor nas pessoas que sofrem de EM. Os resultados do estudo indicam uma redução de quase um terço das tensões musculares e metade das pontuações de dor. Entretanto, existem efeitos cognitivos adversos que precisam ser estudados em longo prazo.

Os desafios são muitos para os pacientes e seus familiares, que devem encarar a doença e não temer as consequências. Enfrentar a EM com disposição é um dos primeiros passos. Continuar a rotina, com boa alimentação, atividades físicas diárias e saudáveis são passos importantes para o início da luta, junto com tratamento médico.

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