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Mutirão odontológico tratará doenças periodontais gratuitamente

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O curso de Odontologia da Universidade Guarulhos (UnG) realizará dois dias de mutirão para detectar doenças periodontais. O atendimento, gratuito, acontecerá nos dias 10 e 11 de abril, na Clínica da Instituição. Pacientes que tiverem a doença detectada receberão tratamento sem qualquer ônus. Entre os sintomas frequentes da patologia estão sangramento na gengiva, presença de cálculo dentário (tártaro) e mau hálito.

A inscrição para o mutirão deve ser feira pelo telefone 2464-1674 ou pelo e-mail gemary@ig.com.br.

Pesquisa

O serviço oferecido pela Universidade integra uma pesquisa desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Odontologia da UnG. O estudo vem obtendo descobertas significativas para o universo da Odontologia. Após analisar mais de mil pacientes entre os anos de 2004 e 2009, pesquisadores da Instituição descobriram mecanismos mais eficientes para tratar as infecções que afetam as gengivas e os demais tecidos que circundam os dentes, as chamadas periodontites. De acordo com os cientistas, o tratamento convencional para a patologia (raspagem e alisamento das raízes para a remoção das bactérias) pode ser significativamente melhorado com uso concomitante dos antibióticos metronidazol e amoxicilina. “Além da melhora nos parâmetros clínicos, conseguimos mostrar que existe grande benefício na composição dos biofilmes que recobrem as raízes, os quais passam a ser recolonizados majoritariamente por bactérias saudáveis”, explica a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade, Prof. Dra. Magda Feres.

A revelação inédita, que ecoou no mundo por meio da mais popular revista internacional do campo da Odontologia, o Journal of Clinical Periodontology, significa um enorme avanço para a redução dos efeitos da periodontite, que podem ir além da perda de dentes. Alguns cientistas já encontraram indícios que apontam que a infecção pode funcionar como fator de risco para outras alterações sistêmicas, como parto prematuro, doenças cardiovasculares e infecções pulmonares. Quando ocorrem em indivíduos jovens, normalmente essas infecções têm evolução rápida e difícil prognóstico.

Doutora pela Universidade de Harvard, Magda Feres explica que o estudo da UnG ganhou parâmetros internacionais em 2004, quando um artigo científico publicado por pesquisadores da Instituição mostrou que a composição das bactérias da boca pode variar entre os diferentes países. “Como foi a primeira informação desse tipo na literatura mundial, esse artigo gerou grande impacto no meio acadêmico, de tal forma que atualmente nosso grupo de pesquisa recebe verba do governo brasileiro (Fapesp) e do governo americano (National Institutes of Health-NIH) para estudar o diagnóstico e tratamento das periodontites na população brasileira”.

Graças a esse financiamento e ao empenho dos profissionais envolvidos com essa ampla pesquisa sobre periodontia, a população se beneficia com atendimentos gratuitos.

Por: Assessoria de Comunicação – UnG

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