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Incontinências urinária ou fecal podem aparecer após o parto ou menopausa

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Muitas pessoas não sabem, mas a gravidez e o parto podem causar lesões da musculatura, fáscias, nervos e ligamentos do assoalho pélvico (região localizada entre o osso púbis e cóccix, responsáveis por sustentar a parte inferior da pelve, conhecida popularmente pelo nome de bacia). Durante a gestação, a região fica sobrecarregada pelos quilos a mais que a mulher acumula no abdome e pode enfraquecer – além de lesões em decorrência do parto. Surgem então os sintomas mais comuns: a incontinência urinária e/ou fecal.

As estatísticas mostram que as mulheres que já tiveram um ou mais parto apresentam maior incidência de incontinência urinária e prolapsos genitais (queda ou rebaixamento dos órgãos pélvicos atraves da vagina). E naquelas mulheres com mais de três partos vaginais, o risco pode ser até dez vezes maior. Já quanto às lesões causadores de incontinência fecal,  5 a 10 % das mulheres submetidas a parto vaginal podem ter trauma perineal com lesões dos músculos esfincterianos do ânus.

A diretora da Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, Cláudia Laranjeira, especialista em uroginecologia afirma que os sintomas podem aparecer imediatamente após o parto ou tardiamente após a menopausa. A médica explica que estas estruturas são responsáveis pela manutenção da continência urinaria e fecal e pela sustentação dos órgãos pélvicos e da vagina. “Diante de uma lesão após o parto, as mulheres podem apresentar as incontinências fecal ou urinária, prolapsos dos órgãos pélvicos, disfunções sexuais por dor ou relaxamento vaginal” explicou.

A boa notícia é que a assistência obstétrica dada a cada gestante pode mudar consideravelmente a incidência destas lesões. Segundo a ginecologista Cláudia Laranjeira, no pré-natal é recomendado fazer fisioterapia com alongamento e reforço da musculatura do assoalho pélvico, de forma a preparar melhor os músculos do períneo para a passagem do feto no momento do nascimento e evitar uma lesão. “Já durante o trabalho de parto e parto é possível realizar massagens perineais, compressas mornas, posicionamento adequado da mulher no momento da expulsão do bebê e manobras realizadas por obstetras para proteção da musculatura do períneo”, recomenda Cláudia.

Caso a mulher não receba as orientações adequadas durante a gestação e o parto, a especialista afirma que é possível tratar todas as disfunções com fisioterapia ou cirurgia. “As incontinências urinárias que surgem logo após o parto tendem a desaparecer em 30% dos casos, se adequadamente abordadas com acompanhamento fisioterápico”, ressaltou. Sobre a lesão no esfíncter do ânus, Cláudia afirma que se a correção for realizada no momento do parto, a chance de cura sem sequelas ou  disfunções (incontinência fecal) é muito maior.

Mais uma vez, a prevenção é o melhor remédio. A médica lembra que é importante trabalhar o fortalecimento do assoalho pélvico em todas as mulheres. “Isso deve ser uma preocupação de todas, não só durante a fase de gestação, porque diz respeito à saúde e ao bem estar feminino” alertou Cláudia Laranjeira.to nos treinos”, ressalta Raimundo.

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