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Imunizações necessárias para adolescentes curtirem as férias com segurança!

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Para muitos, férias é o sinônimo de descaso, momento de relaxar e curtir a família. Mas para outros, principalmente os jovens e adolescentes, é hora de viajar, ir à festas, badalar, namorar, ficar, praticar esportes radicais, frequentar clubes, saunas, piscinas, casa de amigos e paquerar. Aliás, a rotina de muitos adolescentes se resume a isso, mas nesse percurso estão também alguns hábitos que os levam a contrair doenças sem perceber.

O tema foi discutido por especialistas no 1° Encontro de Imunização do Adolescente, que aconteceu em São Paulo no dia 26 de junho, uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm com o apoio do Departamento de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). De acordo com o pediatra Renato Kfouri, presidente da SBIm, o maior objetivo do encontro é chamar a atenção para a importância das imunizações entre adolescentes e adultos. “A prevenção de doenças através de vacinas tem se mostrado uma ferramenta eficaz no controle do sarampo, meningite, coqueluche, HPV, pneumonias e várias outras enfermidades infecciosas”, comenta.

Nas festas e baladas

Os adolescentes e a juventude em geral possuem um comportamento de maior risco devido a certa tendência de acreditar que nada vai acontecer com eles. Isso os deixa mais suscetíveis a infecções que se originam nos lugares frequentados por eles como ambientes fechados (boites, clubes e outras festas) onde ocorre o compartilhamento de copos e outros utensílios ou a troca constante de parceiros afetivos e sexuais (carnaval, micaretas etc.).

A hepatite B, por exemplo, é transmitida sexualmente, pelo beijo, por contato com sangue, que pode ocorrer na manicure e no dentista, e durante o parto. Só no Brasil, 2 milhões de pessoas sofrem da foram crônica da doença. Já a hepatite A é transmitida através da água e alimentos contaminados, além de beijo na boca e até do simples compartilhamento de bebidas, comum de ocorrer nos bares. Ao escolher um parceiro sexual desconhecido em uma festa ou balada, muitos se preocupam com a AIDS. Mas fique sabendo que estudos mostram que a hepatite B é 100 vezes mais contagiosa do que a AIDS. Algo de se pensar, não?

Adolescentes não vacinados na infância contra as hepatites A e B devem ser vacinados o mais precocemente possível contra essas infecções. A vacinação contra a hepatite B está disponível na rede pública até os 29 anos. Para indivíduos acima de 29 anos e para se prevenir contra a hepatite A deve-se recorrer a uma clínica privada.

Em viagens ao exterior

Outras práticas típicas das férias, como caminhar descalço em terrenos estranhos, fazer trilhas por ambientes silvestres ou viagens para áreas endêmicas no Brasil e do exterior também, colocam grande risco à saúde do adolescente.

O sarampo é uma das doenças que estão sendo “importado” durante as viagens ao exterior, o que aumenta o risco da população voltar a sofrer do vírus. Aqui fica a dica para os jovens e adolescentes que costumam viajar para outros países: é importante lembrar da prevenção antes de fazer as malas.

Especialistas defendem que o viajante esteja com a vacinação em dia, seja para não levar doenças imunopreveníveis para outras localidades ou para não ser agente de “importação”. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) está disponível em postos públicos de vacinação e recomenda-se dose única para adolescentes previamente vacinados e duas doses (com intervalo mínimo de 30 dias entre elas) para aqueles que nunca receberam essa vacina.

Em relações íntimas

Outro assunto abordado no Encontro foi a prevenção contra o HPV, tema de extrema relevância principalmente em relação aos jovens. A cada ano, adolescentes iniciam a vida sexual mais cedo, muitas vezes sem usar camisinha, principal método de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis – DSTs. A vacinação contra o papilomavírus humano, normalmente direcionada as mulheres até 26 anos, foi aprovada recentemente pela ANVISA para meninos da mesma faixa etária. Também há a possibilidade de ampliação da faixa etária beneficiada pela vacinação para as mulheres acima de 25-26 anos.

A vacinação ajuda na prevenção de câncer de colo de útero, segundo Renato Kfouri. Já a médica Isabella Ballai, presidente da regional Rio de Janeiro da SBIm, aponta que “apesar de a vacinação ser essencial, não elimina a necessidade de jovens mulheres realizarem anualmente o exame preventivo Papanicolau, nem dispensa o uso de preservativos durante a relação sexual”.

Para os jovens e adolescentes que querem se divertir nas férias, fiquem em mente que é melhor se proteger para não ter nenhum problema e poder curtir até o último dia deste tão desejado período.

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