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Gravidez tardia aumenta riscos de doenças genéticas

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Os planos para o primeiro filho estão sendo cada vez mais adiados pelos casais. A tendência pode parecer benéfica pelo parâmetro financeiro e profissional, mas pode acarretar danos à gestante e para o bebê em desenvolvimento. Essa é uma das informações compartilhadas pela  neonatologista do Hospital Santa Luzia, Dra. Ana Marily Soriano. 

Especialistas indicam que a idade aconselhável para a gestação é entre 20 e 33 anos de idade. A gravidez tardia é considerada  em mulheres com idade acima dos 35 anos. “Mães com gestação tardia tendem a ter pressão alta e diabetes gestacional, o que torna a gravidez de risco”, afirma a Dra. Ana.

A pressão alta na gestante, conhecida como Doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG), está entre os maiores problemas, pois diminui o fluxo sanguíneo do bebê. “A hipertensão influencia o desenvolvimento da criança, fazendo com que ela cresça pequena e com baixo peso”, relata a especialista.

Outro fator de risco, a diabetes gestacional pode causar a hipoglicemia precoce no recém-nascido, que possibilita o aparecimento de outras doenças, como a dificuldade respiratória causada pelo desenvolvimento imaturo do pulmão. “Além dos riscos das doenças e o crescimento restrito do bebê, a DHEG pode levar ao parto prematuro”, conta.

O surgimento de síndromes genéticas também é outra preocupação na gravidez tardia. A Síndrome de Down é a mais frequente nesses casos. A média de incidência dessa síndrome é de 1 para cada 90 mil crianças nascidas vivas, na população em geral. Em gravidez de mulheres com mais de 35 anos, essa incidência diminui de 1 para cada 9 mil crianças nascidas.

Apesar dos riscos, o desejo de ser mãe não deve ser esquecido, mesmo com a idade avançada. Contudo, a gravidez tardia deve ser planejada e orientada por um especialista. “A mulher acima dos 35 anos grávida deve fazer um pré-natal precoce e seguir todas as orientações médicas”, alerta Soriano. A gestação planejada diminui os riscos das doenças e também adianta o tratamento, caso haja necessidade.

“O planejamento deve começar, no mínimo, três meses antes de engravidar, para que a mulher possa tomar os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê, como sulfato ferroso e ácido fólico”, conclui a especialista.

2 COMENTÁRIOS

  1. bom dia a tdos. No caso uma mulher de 42, que já tem filho de 10 anos, e desde os 36 anos descobriu lupus eritimatoso sistemico e artrite reumatoide, pode ter filho? eu estou querendo mais preciso de mais informação . PATRICIA BARBOSA – MACEIÓ-AL

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