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Fazenda vertical em prédios da cidade grande

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O jovem arquiteto Rafael Grinberg criou um projeto em dois prédios em ruínas no centro de São Paulo com uma proposta bastante atraente.

A ideia é transformá-los em fazendas verticais, capazes de produzir alimentos orgânicos, gerar empregos e reduzir os custos com o processo de produção e transporte – de modo que a fazenda fique pertinho de nós e alie sua estrutura ao estilo das grandes cidades.

Os edifícios visados são o Mercúrio e o São Vito, que abrigariam um sistema de agricultura vertical, com estufas hidropônicas em andares. Um Centro de Educação Ambiental e um Estacionamento Funcional vinculados a um lago artificial também estão inseridos no estudo.

Imagem Ecodesenvolvimento

Histórico

Segundo o portal Ecodesenvolvimento, a proposta das Fazendas Verticais, criada inicialmente pelo professor Dickson D. Despommier, da Universidade de Columbia, busca não apenas resolver a futura escassez de alimentos, mas também frear o aquecimento global, elevar os padrões de vida no mundo em desenvolvimento e mudar a forma como a sociedade obtém seus alimentos e descarta o lixo.

Um cálculo de Despommier indica que uma fazenda vertical com um quarteirão de base e 30 andares, poderia fornecer alimentos para 10 mil pessoas.

A Organização das Nações Unidas acredita que 80% da população viverá em cidades até 2050, e que precisará de 1 bilhão de hectares de terra adicionais para acomodar o cultivo de alimentos para atender uma população de 9,15 bilhões de pessoas.

Para o arquiteto são muitas as vantagens das fazendas verticais em relação às tradicionais. A redução das más condições de trabalho, exploração e outros problemas associados ao trabalho no campo, diminuição da exposição a agrotóxicos, dos danos ao meio ambiente, como desmatamentos, perda da biodiversidade, poluição e desperdício de colheita e transporte até o consumidor final são alguns dos fatores citados pelo arquiteto.

As áreas que foram usadas antes para a agricultura horizontal podem se transformar em florestas novamente.

Para abastecer a fazenda, Grinberg projetou um sistema que retira o gás metano da água poluída do Rio Tamanduateí, que cerca os edifícios, e o transforma em energia para o prédio. “O que dá vida a uma Fazenda Vertical é a água, daí a possibilidade de utilizar o Rio Tamanduateí como fonte, não só da água, mas também de energia para o edifício”.

Projeto aplicado

Até hoje nenhuma fazenda vertical foi implantada. Alguns países, como Japão, Escandinávia, Estados Unidos e Canadá já cultivam pequenas culturas, como morangos, tomates, pimentas e ervas em estufas. Mas até hoje nenhum edifício foi efetivamente construído para esse fim.

Independente do uso do projeto no Brasil, ele defende que a proposta pode ser reaplicada em qualquer cidade do planeta, especialmente nas mais populosas, além de ser utilizada como escola modelo para estudos interessados em desenvolver novos modelos de produção.

*via Ecodesenvolvimento

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