Durante a pandemia, o paciente oncológico deve realizar suplementação vitamínica?

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    Durante a pandemia, o paciente oncológico deve realizar suplementação vitamínica?

    Com a promessa de melhorar a imunidade e prevenir o novo coronavírus, diversas receitas, remédios, vitaminas e suplementos milagrosos surgem na internet. Porém é importante lembrar que qualquer suplementação vitamínica, especialmente para pacientes oncológicos, deve ser feita por profissional especializado.

    Pensando nisso, a médica nutróloga do IBCC Oncologia, Giovana Castilho, detalha algumas informações importantes para as pessoas que estão em tratamento oncológico.

    O déficit de vitaminas C, D, E, algumas do complexo B e de minerais como o zinco e o cobre que ocorre no paciente com câncer acontece, em grande parte, por conta da demanda metabólica aumentada e em razão da redução no apetite, que contribui para a perda de peso e de nutrientes necessários.

    Para identificamos se um paciente oncológico está com falta de vitaminas a primeira característica a ser observada é se ele está apresentando perda involuntária de peso, mas a confirmação só pode ser feita com a solicitação de exames laboratoriais.

    E quando o paciente oncológico não consegue ter uma dieta nutritiva os suplementos nutricionais são de grande importância. Alguns estudos clínicos têm mostrado benefícios, com melhora do status nutricional de paciente oncológicos que ingerem suplementos. Essa suplementação pode ser feita de forma individualizada, quando o paciente apresenta necessidade específica de alguns nutrientes/vitaminas.

    Entretanto, quando se trata do uso de antioxidantes durante o tratamento de quimioterapia e radioterapia, estudos revelam que pode ocorrer uma redução no efeito do tratamento e piora do prognóstico.

    Por isso, toda e qualquer suplementação para paciente oncológico deve ser feita sob a orientação de especialistas. Os médicos nutrólogos, em conjunto com outros profissionais, como nutricionistas e enfermeiros, avaliam o paciente para determinar se ele é de risco nutricional ou não. Com essa análise feita, os especialistas estabelecem, por meio de análise clínica e antropométrica, a necessidade calórica e proteica diária para a pessoa tratada.

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