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Dr. Bactéria ensina a aproveitar o arraial sem sofrer com contaminação

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Já estamos em época de festas juninas, onde temos danças típicas, fogueira e deliciosas comidas, como bolo de fubá, pamonha, canjica etc.

Apesar de todo o clima alegre e divertido, a festa pode ter alguns itens que merecem ganhar uma atenção a mais. Os organizadores deveram se atentar ao armazenamento, para evitar o risco de contaminação.

“Bolos e doces à base de creme de ovos e chocolate podem se deteriorar rapidamente. Por isso, não devem ser mantidos em temperatura ambiente. A canjica, por exemplo, deve ser servida bem quente; caso contrário, a menos de 60°C, será contaminada por bactérias. Portanto, se não estiver na temperatura recomendada, não tenha vergonha: peça para que a coloquem no fogo de novo antes de servir”, afirma o biomédico Roberto Martins Figueiredo, mais conhecido como Dr. Bactéria.

Agora, bolos secos, pipoca e o quentão dificilmente causam problemas à saúde. Mas é sempre bom ficar em alerta com os alimentos e a higiene. Por isso, siga as nossas dicas:

  • Na barraca de cachorro-quente e salsichão, o perigo ronda com a Listeria monocytogenes, bactéria que pode causar diarreia, cólicas intestinais e aborto até 12 horas após a ingestão. Para evitar atropelos, evite consumir o produto in natura, cru ou com maionese caseira.
  • Verifique se os responsáveis pela barraca a mantém refrigerada (a menos de 5°C ou congelada) até a hora de colocá-la em água fervente, onde deve permanecer totalmente submersa.
  • Churrasquinho bom é aquele livre de Escherichia coli 0157:h7, microrganismo que se torna ativo no corpo humano, provocando diarreias e cólicas entre outras complicações terríveis, quando se consome a carne mal passada ou quando foi mal refrigerada.
  • Prefira o alimento preparado na hora, sob seus olhos, e peça-o bem passado.
  • Outro foco de contaminação é o prato de farofa, onde quem compra o espetinho molha a carne e leva à boca e mergulha de novo no prato e morde mais um pedaço. No fim, essa farinha está cheia de saliva e vira um caldo de reprodução de bactérias. Para evitar isso, adote o hábito de só passar a carne uma vez no prato de farinha e peça para que ela seja acondicionada em um recipiente parecido com o de mostarda ou catchup, mas com bico mais largo, para que, ao passar de mão em mão, seja salpicada individualmente.
  • Quanto ao milho cozido, saiba que ele só pode ser consumido sem o perigo de contaminação pelo Bacillus cereus se for mantido em água quente, isto é, a mais de 60°C, e conservado em caixa térmica. Em qualquer hipótese, lembre-se de não comprar espiga que esteja em temperatura ambiente ou fora da água quente há mais de duas horas. A mesma bactéria pode se instalar no pinhão, provocando desordem intestinal, se ele for mantido também em temperatura inferior a 60°C por mais de duas horas. Armazená-lo na geladeira em grandes porções ou reaquecê-lo inadequadamente também não é uma boa ideia. Para evitar problemas, ele precisa ser refrigerado em pequena quantidade, inicialmente descoberto, e, antes de ser servido, deve ir para a água fervente a pelo menos 80°C.
  • Pé-de-moleque e paçoca de amendoim podem ser um veneno. A utilização de amendoim embolorado na confecção dos quitutes pode ser muito prejudicial à saúde e traz até mesmo risco de câncer hepático. Por isso, desconfie do que está levando à boca. O mesmo acontece com a maçã do amor: se ao morder você observar bolor na parte interna, jogue fora.

“Vale sempre lembrar o quanto o uso de pratos, copos e talheres descartáveis pode ser benéfico em ocasiões e festas muito concorridas. A reutilização de louça mal lavada pode facilitar a proliferação de bactérias e resultar em viroses e outras doenças transmissíveis pelo contato. Todavia, se usar material descartável, principalmente canudinhos, preste bem atenção na hora de jogá-lo fora. Dê um nó bem dado nos canudinhos e inutilize copos, pratos e talheres, de maneira que não possam ser reaproveitados por gente inescrupulosa”, finaliza o Dr. Bactéria.

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