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Dia Mundial da Menopausa, não deixe essa nova fase prejudicar sua saúde

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Hoje, dia 18 de outubro, é celebrado o Dia Mundial da Menopausa. A última menstruação – que ocorre nas brasileiras, normalmente, por volta dos 50 anos – traz grandes transformações. Tanto no aspecto físico como no psicológico.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030, 1 bilhão de mulheres estarão nesta fase. No Brasil, são cerca de 13 milhões que passam pelo climatério (nome científico que descreve a transição fisiológica do período reprodutivo para o não reprodutivo na mulher), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o aumento da expectativa de vida da mulher após a menopausa, é preciso alertar para os problemas associados à diminuição dos hormônios, que podem prejudicar a saúde e a qualidade de vida.

A primeira atitude deve ser procurar o ginecologista para que ele possa verificar se a paciente desenvolveu hipertensão arterial, obesidade, diabetes, hipotireoidismo, câncer de mama ou colorretal, osteoporose e dislipidemia, entre outras doenças que têm sua incidência elevada nesta fase. “O especialista é o grande aliado da mulher neste processo, pois, é ele quem irá aconselhá-la sobre o melhor caminho para diminuição ou tratamento dessas comorbidades”, afirma Luciano Pompei, presidente da Comissão Nacional Especializada em Climatério, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Para Pompei, uma grande parcela das mulheres pode ser beneficiada pela Terapêutica de Reposição Hormonal (TRH) que contribui para diminuição dos sintomas da menopausa, notadamente os decorrentes do déficit estrogênico, como as chamadas “ondas de calor”, irritabilidade, depressão, ritmo de sono alterado e ressecamento da vagina. O médico explica que “se a paciente desejar realizar o tratamento, o ginecologista vai avaliar o seu caso individualmente verificar se não há contraindicações, tais como, trombose venosa atual, histórico de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e câncer de mama”. Mas atenção, a reposição hormonal é uma medicação e, como qualquer outra, oferece efeitos colaterais e necessita de acompanhamento. Para o médico apenas quando os benefícios são maiores que os riscos, a terapêutica é recomendada.

Nessa nova fase é muito importante fazer exercícios físicos moderados, aumentar o consumo de cálcio – através de leite e derivados lácteos não gordurosos – e diminuir, ou extinguir, hábitos de risco como sedentarismo, alcoolismo e tabagismo. E além da alimentação e da atividade física, é importante ficar atenta à vacinação, uma vez que, com o passar dos anos, o sistema imunológico fica mais fragilizado.

“A partir dos 60 anos as vacinas anti-pneumocócica e contra a influenza devem ser administradas, a primeira a cada cinco anos e a segunda anualmente. A Tríplice bacteriana, contra as Hepatites A e B, Febre amarela e Meningocócica, devem ser administradas e/ou atualizadas conforme avaliação do médico. Em casos de surtos e viagens, por exemplo, a Tríplice Viral também pode ser indicada”, conta Nilma Neves, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinação, da Febrasgo.

Por isso, as visitas ao ginecologista devem continuar a acontecer uma vez ao ano e, a partir dos 40, o exame periódico de mamografia também é indicado. É preciso estar atenta também aos sintomas que podem estar associados ao câncer de ovário, que tem taxa de mortalidade de aproximadamente 47% e dois terços dos casos associados a mulheres com mais de 50 anos. É só manter os cuidados com a saúde em dia que a qualidade de vida permanece!

 

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