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Dia da árvore: O esfriamento humano

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Você já deve ter visto o vídeo do youtube: “As árveres somos nozes”. Agora, imagine literalmente que você é uma árvore, mas dessa vez não será para rir.

A partir de uma analogia: as sementes são nossos gametas, a raiz nossa família e cultura, o caule nosso corpo físico, as folhas as atividades vitais como comer e dormir, as flores as outras atividades que realizamos no decorrer de nossas vidas e, finalmente, os frutos são os resultados que obtemos e deixamos para “rebrotar” na Terra.

Destruir uma árvore pode ser como destruir a nós mesmos. O ciclo de vida interrompido, por causas não-naturais, impede que o sentido da vida, tão procurado e projetado, se estruture. É triste, ou melancólico demais, falar sobre morte, ainda mais quando esta não se encaixa no seu significado propriamente dito, e sim, na degradação permanente.

Os dias de hoje “pedem” resultados imediatos seja em relação às atividades pessoais ou profissionais, “pedem” árvores que já nasçam com copa, mas sabemos que isso não acontece, não é natural. Para atingir metas e sonhos muitas pessoas ultrapassam os limites do outro e o de si próprio e acabam caindo em rotinas angustiantes, e no final, caindo da árvore.

O descaso com o outro, a falta de diálogo aberto, de reconhecimento dos próprios erros culminam em um ambiente tão hostil que fica difícil mudar de rumo, mas não podemos “apodrecer e virar adubo”. A ilusão da auto-suficiência é quase como um suicídio solitário, uma atrofia. Conhecimento e reconhecimento não são inatos, mas adquiridos e estimulados no decorrer da caminhada.

Muito do que não faz sentido para você, pode fazer para o que está ao seu lado. Muito do que faz sentido para você e te promove estabilidade pode ser uma armadilha, como os galhos fracos. É por isso que viver é enxergar além de seu jardim e valorizar seus feitos como prazeres partilháveis e não como objetos mensuráveis.

“Nunca canse de viver: precisamos do sol assim como precisamos da chuva para sobreviver”.

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