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Desnutrição na gravidez pode resultar sequelas irreversíveis para a criança

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Imagem: www.einstein.br

Os cuidados com a alimentação durante os nove meses da gravidez são importantes para evitar as complicações associadas tanto à obesidade feminina quanto ao baixo peso materno.Uma dieta equilibrada é aconselhada para todas as pessoas, é essencial para a manutenção da saúde. Se a mulher está grávida a alimentação correta torna-se ainda mais importante e uma aliada indispensável para suportar o crescimento da criança de forma saudável.

Segundo Sofia Sesti, nutricionista da Clínica Plena, a mãe deve entender que a alimentação na gravidez não é importante somente para a própria saúde, mas que é essencial também para a do bebê. “Se a gestante está desnutrida, é provável que o bebê também não esteja recebendo os nutrientes necessários no ventre da mãe”, observa. “Como consequência, o bebê pode apresentar problemas no crescimento e baixo peso, além de uma queda na imunidade, maior risco para doenças e menor crescimento”.

Uma deficiência alimentar na gestação, pode resultar em uma gravidez de alto risco. Denise Wiggers, ginecologista e obstetra, exemplifica que “uma simples gripe pode gerar uma doença mais séria em uma grávida que esteja fraca, com poucos nutrientes que auxiliem na defesa do corpo”. Outro fator destacado pela obstetra é o desenvolvimento da anemia, que não prejudica apenas a criança, mas também a saúde da futura mãe.

Além de resultar em um parto prematuro, a desnutrição pode causar uma restrição de crescimento tanto durante a gestação como após o nascimento. “Alguns efeitos da desnutrição durante a gestação acompanham a criança durante toda a sua vida. Um bebê desnutrido pode sofrer mais com infecções durante o crescimento e quando adulto”, ressalta a nutricionista. Além disso, a dificuldade de aprendizado está ligada aos sintomas de desnutrição, principalmente durante a gravidez e na infância.

Dieta saudável

Sofia explica que na gestação, algumas mulheres têm o apetite alterado, tanto para mais vontade de comer, quanto para menos. O importante, segundo ela, é fazer várias refeições durante o dia, com legumes, verduras e frutas. “A carne magra também deve estar presente na dieta, enquanto as frituras, doces, comidas muito temperadas e o refrigerante devem ser consumidos em pouca ou nenhuma quantidade”, adverte.

Já a ginecologista lembra que para gestantes de alto risco, podem ser necessários cardápios específicos. Denise explica que uma grávida hipertensa, por exemplo, não poderá consumir alimentos com a mesma quantidade de sal, que uma gestante sem este problema ingere. “Este é comumente o item mais difícil de ser seguido, pois a recomendação é de duas a três gramas de sal por dia, o equivalente a uma colher de chá, somando o sal dos alimentos e o utilizado no preparo deles”. No entanto, apenas o médico poderá definir qual a melhor dieta a ser seguida, de acordo com cada caso.

blog_piscandoRosaAlimentos recomendados nas fases mais críticas do paladar de gestante:

– Alimentação fracionada e em pouca quantidade; 
– Evitar jejum prolongado;
– Ingerir alimentos secos;
– Manter bolacha água e sal, torradas ou cereais secos na mesa de cabeceira da cama, para comer pela manhã, antes de se levantar; 
– Ingerir alimentos gelados;
– Não ingerir líquidos durante as refeições;
– Aumentar líquidos e frutas entre as refeições;
– Ingerir limonada ou limão, que ajudam a controlar a náusea;
– Evitar alimentos com odores e sabores fortes;
– Evitar alimentos gordurosos e muito condimentados.

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