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Desigualdade entre homens e mulheres

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Buscando diminuir a desigualdade entre homens e mulheres, o Forum Mundial de Economia assegura o envolvimento de líderes femininas em atividades globais.

Anualmente, o relatório “Global Gender Gap” é divulgado com um ranking de países mais e menos desiguais. Infelizmente, o ranking de 2011 deixa o Brasil posicionado em 82° lugar, possuindo a maior diferença de tratamento entre homens e mulheres da América do Sul.

Como aponta a revista Forum, “mesmo sendo considerado uma potência econômica e política da região, o país está pior que os vizinhos quando se trata de garantir a igualdade entre homens e mulheres”.

Ao longo dos anos, é perceptível a queda de posicionamento do Brasil em ser o país mais igualitário: 67° (2006), 74° (2007), 73° (2008), 81° (2009), 85° (2010) e, finalmente, 82° neste ano.

O “Global Gender Gap” identifica a disparidade de gênero nos países através de quatro áreas fundamentais: participação econômica, educação, saúde e poder político. Os estudos são feitos através de resultados de pesquisas realizados por várias instituições internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho, a Organização Mundial de Saúde e a Unesco.

Na Saúde

Em relação à saúde, o Brasil sempre ocupou a primeira colocação do ranking. Os pontos estudados nessa área são a expectativa de vida e a proporção de nascimentos entre homens e mulheres. O IBGE (2010) informou que a expectativa de vida para homens é de 69,73 anos e para mulheres é de 77,32 anos, compondo uma diferença de 7,59 anos.

Na participação econômica

Em relação à participação econômica, a análise é feita com base na partição na força de trabalho, a igualdade de salários, a renda auferida e a proporção de cargos de gerência, de alto escalão e técnicos.

A igualdade em cargos técnicos recebe o primeiro lugar no ranking, mas a igualdade salarial encontra-se em 124°, ficando nos últimos lugares da lista. Cargos de gerência e de alto escalão são ocupados por apenas 36% de mulheres. Os cargos técnicos mantém igualdade. A taxa de desemprego feminino é maior do que a dos homens, deixando os rendimentos anuais menores. Pelo o que o relatório aponta, há muito a ser feito para alcançar a igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Na educação

Na área da educação, os critérios levados em conta são a alfabetização, escolaridade primária, secundária e em nível superior de homens e mulheres. É importante lembrar que a escolaridade feminina é um fato moderno e recente. Com a pressão feminista, as mulheres receberam o direito de serem escolarizadas e se aproveitaram muito bem disso. Aliás, as brasileiras ultrapassaram os homens nos estudos de terceiro grau.

Entretanto, a desproporção em relação a educação primária e secundária é alta: os meninos estudam mais que as meninas. Como aponta a revista Forum, Se as meninas não estão na escola primária, é importante identificar por que não estão estudando, e políticas públicas precisam ser colocadas em prática imediatamente para evitar que essa falha na formação educacional as impeça de estudar e gere desigualdade na vida adulta.

Na política

Para o poder político, os critérios são bem simples: percentual de mulheres no Parlamento e ministérios e o número de anos nos quais houve uma mulher como chefe de Estado ou de governo.

Em todos esses critérios, o Brasil não está bem posicionado. Existem apenas 9% de mulheres no Parlamento e 7% delas nos ministérios no governo Lula. Dilma Rousseff está no poder há um ano e os ministérios são compostos por cerca de 25% de mulheres. O poder político continua predominantemente masculino.

O “Global Gender Gap” deixa claro que o Brasil precisa melhorar a valorização da mulher, principalmente no mercado de trabalho e no poder político.

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