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A idade, o parto, o bebê e a depressão

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Já ouviu falar no “baby blues”? É a forte melancolia que 60% das novas mães sentem após o parto. No Brasil, cerca de 40% se desenvolvem em depressão, sendo que 10% apresentam uma forma mais severa da depressão pós-parto. E não são apenas as mães que sofrem disso! Sintomas de depressão são encontrados em 25,5% dos pais!

No caso das mulheres, pesquisadores do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e Cerebrais, na Alemanha, descobriram que existe uma queda brusca nos níveis de estrógenos logo após o parto, o que libera uma enzima no cérebro que bloqueia as substâncias químicas responsáveis pelo bem-estar. Por isso, os sintomas de depressão aparecem:

  • Irritabilidade, crises de choro constantes e ansiedade.
  • Diminuição da energia, sensação de cansaço constante.
  • Sensação de vazio e de tristeza constante.
  • Desinteresse pelo bebê.
  • Baixa autoestima.
  • Excesso de sono ou insônia.
  • Sentimentos de culpa, incapacidade, pessimismo, sensação de inutilidade.
  • Perda de interesse no sexo, e nas atividades lúdicas diárias.
  • Perda de peso ou peso excessivo
  • Dificuldade de concentração e falta de memória.
  • Dificuldade em tomar decisões.
  • Sintomas físicos como: problemas de pele, dores de cabeça, problemas digestivos, dores crônicas que não desaparecem.

Um novo estudo, da Universidade de Oslo na Noruega, sugere que mães de primeira viagem com mais idade, que esperaram para estabelecer uma carreira e ter estabilidade financeira antes de ter um filho, são mais propensas a sofrerem da depressão pós-parto. O que acontece é o excesso de preparo, expectativas e cobranças. Normalmente, essas mulheres têm o perfil controlador e precisarão aprender a ser flexíveis; é isso que um bebê demanda. Quando algo não acontece como planejado ou desafios inesperados surgem, essas mães ficam mais vulneráveis à depressão.

Aos parceiros, é importante ressaltar o valor do apoio – tanto emocional quanto prático – pois as mães sentem-se sobrecarregadas e cansadas.

A pesquisadora líder acrescenta que a dificuldade em amamentar também facilita a depressão, pois existe uma grande pressão social por escolher os seios ao em vez da mamadeira.

A descoberta é de se considerar, já que as mulheres estão escolhendo serem mães mais velhas nos dias de hoje. No Reino Unido, foram 26,976 bebês nascidos de mães com mais de 40 anos, comparando com 9,336 em 1989 (dados do Office for National Statistics).

É comum experimentar o “baby blues” nos 3 ou 4 dias após o nascimento do filho. Com algumas, chega a durar uma semana. Porém, se o sentimento perdurar além disso, as chances de estar em depressão pós-parto são maiores e os sintomas (listados acima) entram em cena.

Ainda existe um estigma quando o assunto é depressão e muitas mulheres são relutantes em buscar ajuda, principalmente nessa fase da vida onde a expectativa é de felicidade. Mas não hesitem em buscar conselhos de um profissional da saúde e realizar a psicoterapia, quando necessário.

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