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Cuidados com a saúde durante o Carnaval

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Durante o Carnaval, muitas pessoas passam mal por inúmeros motivos: alimentação inadequada, cansaço extremo, exagero no consumo de bebidas alcoólicas e contaminação por algumas doenças.

Para evitar que este seja o seu caso durante o fim de semana de folia, o biomédico Roberto Martins Figueiredo, mais conhecido como Dr. Bactéria, alerta:

Alimentação 

Cachorro quente/Salsichão 

Perigo: Presença da bactéria Listeria monocytogenes e Salmonela.

Consequências: Listeria – pode causar aborto; levar a diarreia e cólicas abdominais fortes.

Salmonela – Diarreia, vômitos e febre por uma semana.

Erros: Consumir a salsicha crua ou com maionese caseira.

Prevenção: Cozinhe bem a salsicha, deixe-a totalmente imersa na água (que deverá estar soltando vapor). A maionese consumida deve ser industrializada. O molho deve estar bem quente.

Churrasquinho 

Perigo: Presença da bactéria Escherichia coli O157:H7.

Consequências: Diarreia, cólicas abdominais fortes por 24 horas.

Erros: Consumir a carne malpassada ou deixa-la mal refrigerada.

Prevenção: Prefira o churrasquinho feito na hora e bem passado. Deve-se evitar passar o churrasquinho na farinha, que pode ter sido contaminada ao ser manipulada. A carne crua deve ficar armazenada em isopor com gelo ou refrigerada.

Milho cozido 

Perigo: Presença da bactéria Bacillus cereus.

Consequências: Diarreia e cólicas abdominais fortes por 24 horas.

Erros: Deixar o milho em uma temperatura inferior a 60°C por mais de duas horas.

Prevenção: Manter o alimento aquecido a mais de 60°C.

 

Cuidados durante os bailes e as festas 

Alguns casais se conhecem durante o carnaval, mas alguns cuidados são essenciais, “uma troca de carinho, mas também troca de bactérias. Por isso, o ideal é se preocupar com a qualidade e não quantidade de beijos”, afirma o Dr. Bactéria.

O beijo pode ocasionar a doença Candidíase Bucal (fissura no lábio). Uma outra enfermidade é a Monocleose Infecciosa, conhecida como “doença do beijo”, no qual uma pessoa pode sentir os sintomas depois de três a quatro semanas, entre eles, gripe e ínguas. Depois de curada, essa pessoa pode transmitir a bactéria por até seis meses. Por isso, todo cuidado é pouco.

 

 

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