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CRIANÇAS E JOVENS EM TRATAMENTO DE CÂNCER PODEM PERDER TRANSPORTE GRATUITO PARA OS HOSPITAIS

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CRIANÇAS E JOVENS EM TRATAMENTO DE CÂNCER PODEM PERDER TRANSPORTE GRATUITO PARA OS HOSPITAIS

AHPAS – Associação Helena Piccardi de Andrade e Silva, organização que presta este serviço gratuitamente há 20 anos, corre o risco de fechar por conta da pandemia do coronavírus

O pequeno Gabriel, de três anos, tem de enfrentar, semanalmente, a distância de 22 km de sua casa na Vila Ré (zona leste de São Paulo) até o Hospital das Clínicas (região central), para realizar os procedimentos médicos decorrentes do tratamento contra uma leucemia. Este grande trajeto, que costuma levar cerca de 2 horas de duração, só pode ser realizada por conta do auxílio da AHPAS – Associação Helena Piccardi de Andrade e Silva – organização que há 20 anos transporte gratuito e apoio sociofamiliar a crianças e adolescentes em tratamento de câncer.

Porém, por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19), a AHPAS vive atualmente uma situação dramática, que pode culminar com o fechamento de suas portas e o encerramento de um trabalho tão importante junto às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer. Especialmente neste período em que a população deve permanecer em quarentena, o transporte individual e seguro de pacientes é ainda mais importante.

Atualmente a AHPAS passa por uma grave diminuição em suas fontes de recursos, dificultando o auxílio das mais de 40 crianças e adolescentes atendidos. Dos três pilares que sustentam o trabalho da instituição – o bazar, eventos e contribuições voluntárias – , dois deles estão comprometidos, devido à necessidade de quarentena da população, para evitar a disseminação do vírus.

O bazar, principal fonte de recursos da organização, precisou ser suspenso com o fechamento do comércio na cidade, assim como os eventos beneficentes foram cancelados para se evitar as aglomerações de pessoas. Além disso, grande parte do quadro de voluntariados da organização integra o grupo de risco, estando impossibilitado de continuar o trabalho em sua sede.

Para o funcionamento da AHPAS, restaram apenas as doações de voluntários (tanto de pessoas físicas quanto jurídicas). “No momento, conseguimos reservas suficientes apenas para a manutenção dos próximos três ou quatro meses de atividades. Mesmo fazendo cortes de gastos, renegociando aluguéis e, infelizmente, cortando parte da nossa equipe”, enfatiza Celso Rodrigues, presidente da AHPAS.

FINANCIAMENTO COLETIVO – Com o objetivo de arrecadar fundos neste momento extremo, a AHPAS colocou no ar uma campanha de financiamento coletivo, que pode ser acessada diretamente no link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ahpas-juntos-vamos-mais-longe. Até o momento já foram arrecadados R$ 2.550,00, da meta de R$ 80.000,00.

“Diante das dificuldades de se transitar em São Paulo, é grande a chance de, infelizmente, as famílias desistirem do tratamento”, explica Tatiana Piccardi, cofundadora da AHPAS. Ela ressalta ainda que “às vezes os pacientes são crianças muito doentes, amputadas, portadores de sondas, ou cadeirantes, em que é quase impossível de se deslocar via transporte público pela cidade. Para isso, o auxílio da AHPAS é extremamente importante”.

AHPAS – Criada há 20 anos por Tatiana Piccardi e Luiz Maurício de Andrade da Silva, a AHPAS -Associação Helena Piccardi de Andrade e Silva (www.ahpas.org.br) oferece transporte gratuito, confortável, especializado e regular durante o tratamento dos pacientes, além de apoio sociofamiliar com uma série de outros programas.

A AHPAS conta com um corpo de quase 100 pessoas trabalhando voluntariamente e uma equipe enxuta de 15 funcionários. Com seus 07 veículos, conduzidos por motoristas profissionais devidamente treinados, a organização alcançou recentemente a marca de 1,8 milhão de quilômetros rodados e 84 mil atendimentos realizados em prol da criança e do adolescente com câncer, moradores da periferia da cidade, que buscam o tratamento nos hospitais especializados em oncologia infantil em São Paulo, como GRAACC, Hospital Infantil Darcy Vargas, ITACI, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.

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