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Conselho de Medicina não apoia os partos domiciliares e gera polêmica. Afinal, esse procedimento é seguro ou não?

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Em defesa ao parto domiciliar, muitas grávidas, mães, pais e bebês participaram do protesto Marcha do Parto em Casa nas principais cidades do Brasil. Enquanto o Conselho Federal de Medicina orienta os profissionais a realizarem o parto em ambiente hospitalar, estudo apresentado pela organização da marcha mostra que mais da metade das mulheres planejam dar à luz em casa.

A manifestação não pretende afirmar que o parto domiciliar é melhor, mas defende o direito da mulher de ter assistência médica independente de onde escolheu dar à luz. As opções são fazer o parto em casa ou no hospital, entre o parto natural e a cesárea. O aumento dos nascimentos cesarianos foi outro ponto criticado por organizadores da marcha. O Brasil é um dos líderes de cesarianas do mundo, sendo que nas redes particulares, o número chega a 80%. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselha que o País tenha um índice de apenas 15% dos nascimentos pelo método. Muitas vezes, o que seria um procedimento natural e fisiológico, se torna um procedimento cirúrgico sem necessidade.

Uma mulher de influência que optou pelo parto natural e domiciliar foi a modelo Gisele Bündchen. Com grande repercussão na mídia, é um exemplo de como os nascimentos em domicílio não deixam de ser profissionais. O procedimento é acompanhado por parteiras treinadas que providenciam suporte básico de vida, tratam complicações e assistem o bebê nas primeiras 24 horas de vida. O parto não necessita de equipamentos sofisticados ou de UTI à porta da casa, apenas de materiais básicos de reanimação neonatal que são disponibilizados pelas parteiras.

A segurança dos partos domiciliares é evidenciada no estudo publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology. A pesquisa mostra que não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte materno ou neonatal. Quando o parto é planejado e conta com o auxílio de profissionais, o lar pode ser um bom lugar para a criança vir ao mundo, segundo conclusão do estudo. Sem contar que o grau de satisfação das mães que realizam o parto em casa é alto, representado pela porcentagem de 97%.

Os estudos fortificaram a ideia de muitos obstetras pelo parto humanizado. Aliás, foi a defesa ao parto domiciliar feito em rede nacional por um médico que deu início a polêmica e a Marcha do Parto em Casa. A manifestação foi a reposta do povo à punição do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) ao médico e professor da Unifesp, Jorge Kuhn.

A todas as mães e grávidas, fica a pergunta que gerou tanta polêmica: os partos em casa deveriam ter o apoio do Conselho de Medicina?

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