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Comprometimento da indústria: Alimentos com redução da gordura trans

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O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que 75% de toda a produção nacional de alimentos estão envolvidos no acordo pela redução de gordura trans. Com isso, segundo o ministro, cerca de 230 mil toneladas de gordura trans deixaram de ir para as prateleiras brasileiras em 2009.

O montante faz parte de um estudo divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), durante a assinatura de um acordo de cooperação que prorroga por mais três anos o Fórum da Alimentação Saudável, iniciativa estabelecida em 2007 entre Ministério da Saúde e a associação.

“Isso demonstra o acerto da estratégia do governo e da indústria ao estabelecer uma agenda, uma pauta onde a questão da saúde pública foi colocada à mesa. Os resultados estão aí. Grande parte das matérias-primas usadas na preparação dos alimentos já estão com o teor de gordura dentro dos padrões internacionais”, disse Temporão.

Foco nos pequenos e médios produtores

Além de priorizar e promover ações que estimulem os outros 25% que não reduziram a taxa de gordura trans em seus produtos, a ideia é investir também os pequenos e médios produtores.

“Vamos ter que fazer um grande esforço junto com a Abia, CNI (Confederação Nacional da Indústria), Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e com o próprio Ministério da Saúde. Primeiro, trabalhar para que a oferta de matéria-prima para esse pequeno produtor já venha em condições adequadas – sem gordura ou com teor de gordura muito baixo. Em segundo lugar, temos que levar orientação técnica para o dono da padaria, do bar, do pequeno comércio”, acrescentou o ministro da Saúde.

Estudo da Abia

O estudo da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação revela ainda que, desde 2008, 94,6% das empresas associadas à entidade atingiram a meta que estabelece um limite de 5% de presença de gordura trans no total de gorduras em alimentos processados. No caso de óleos e margarinas, o limite é de 2%.

As metas foram estabelecidas com base em recomendações da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).

Foram avaliadas 12 categorias de alimentos que incluem snacks, massas instantâneas, sorvetes, caldos, chocolates, sopas, panetones, óleos, pratos prontos, biscoitos e bolos, além de margarinas e cremes vegetais.

Futuro

As medidas previstas no Fórum da Alimentação Saudável também incluem a redução gradual do teor de sódio em alimentos processados. A expectativa é que, até 2020, o consumo de sal em todo o país seja reduzido em 50%.

De acordo com dados do ministério, o consumo de altas taxas de gorduras trans e de sal aumenta os riscos de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC).

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