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Cigarro envelhece mais do que o sol

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Hoje, dia 29 de agosto, é o Dia Nacional de Combate ao Fumo e você deve estar se perguntando: mas a data internacional voltada ao combate já não é suficiente? Não, enquanto 15% da população brasileira continuar sendo usuária do tabaco.

O dado, divulgado pela pesquisa Vigitel do Ministério da Saúde, mostra que houve uma queda no número de brasileiros fumantes entre 2006 e 2010, de 16,2% para 15,1%. Ainda há muito esforço a ser feito. Entre os males causados, está o comprometimento da circulação sanguínea que, visualmente, resultará na pele opaca e sem brilho, podendo ficar até acinzentada.

“São diversos prejuízos tanto para a saúde quanto para a beleza da pele. Do ponto de vista do envelhecimento, o fumo é mais nocivo do que os raios solares. Ou seja, pode trazer danos irreversíveis”, explica a dermatologista Annia Cordeiro Lourenço.

Envelhecimento precoce – O fumo envelhece a pele mais do que os raios solares, isso porque suas toxinas promovem o aumento de radicais livres, destroem fibras de elastina e de colágeno e prejudicam a produção de novas fibras. “Com a perda significativa do colágeno e da elastina, a pele perde sua elasticidade natural e isso resulta no envelhecimento precoce e aparecimento acentuado de rugas. Ou seja, o fumante, em geral, parece ser muito mais velho do que realmente é”. Uma das áreas mais afetadas é a região ao redor da boca, pois o movimento de franzir os lábios para fumar, associado à perda do colágeno, leva ao aparecimento de rugas finas.

Perda da capacidade de cicatrização – O hábito de fumar promove a vasoconstrição, que é a diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos. Na pele, o resultado é a diminuição significativa da irrigação sanguínea e, consequentemente, a baixa oxigenação. “Com a circulação comprometida, menos sangue chega à pele e isso faz com que ela perca a capacidade de cicatrização. Sendo assim, pequenas feridas e até mesmo a acne podem demorar muito mais para desaparecerem nos fumantes”.

Pele opaca e sem brilho – O comprometimento na circulação sanguínea também é responsável por deixar a pele do fumante opaca e sem brilho, em alguns casos, até mesmo acinzentada.  “A circulação ruim, a baixa oxigenação e a perda do colágeno faz com que a pele do fumante fique mais fina e com menor quantidade de células vivas, levando a esse aspecto envelhecido”.

Para diminuir os sinais – Dra. Annia explica que dependendo dos danos que a pele sofreu, mesmo que a pessoa pare de fumar, há sinais que são irreversíveis. “Em alguns casos, é possível realizar alguns tratamentos, como laser, preenchimentos, uso de ácido retinóico e antioxidantes.”

Mas, se para você, uma imagem vale mais que mil palavras, veja o que a combinação de fumo mais sol pode causar à sua pele. Passe adiante.

*Annia Cordeiro Lourenço graduou-se em Medicina pela UFPR em 1995, fez residência em Dermatologia na Santa Casa de Curitiba e especialização na mesma área na Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, fez estágios em hospitais de Miami e Barcelona.  Hoje atende em consultório.

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