Início Saúde Física Casos de pedras nos rins aumentam 30% no verão, revela pesquisa

Casos de pedras nos rins aumentam 30% no verão, revela pesquisa

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Um levantamento feito pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, em São Paulo, aponta que os casos de emergência por pedras nos rins aumentam até 30% no verão. Entre janeiro e março do ano passado, os médicos atenderam cerca de 130 homens e mulheres por mês com crises de cólica renal. O número é, normalmente, de 100 pacientes – entre os 3 mil que são recebidos na unidade, mensalmente.

Segundo o urologista Fabio Vicentini, chefe do setor de cálculo renal do centro, tomar pouca água, transpirar muito, alimentar-se mal – com muito sal e carne vermelha – e estar acima do peso contribuem para essa situação. “Quando o indivíduo está desidratado, a concentração de cristais na urina é maior. Aí eles se juntam e formam a pedra, às vezes em até um mês”, explica. De acordo com o médico, também há um pico de casos nos dois meses seguintes ao verão, em consequência dos abusos cometidos. Cerca de 10% dos casos são pedras de ácido úrico e os outros 90% são formados por oxalato de cálcio ou bactérias que produzem substâncias como fosfato, amoníaco e magnésio durante uma infecção urinária crônica.

Alguns alimentos podem piorar essa condição, como amendoim, castanha-do-pará, calabresa e camarão. Já líquidos como água e sucos de limão, laranja e melão, por outro lado,  são ótimas fontes de hidratação, destaca o médico. Isso porque essas frutas contêm uma substância chamada citrato, que contribui para o bom funcionamento renal.

Homens x mulheres

A diferença de pedras nos rins entre homens e mulheres está diminuindo, aponta Vicentini. Antigamente, eram três pacientes do sexo masculino para cada um do feminino. Hoje, são 1,5 para uma – consequência do aumento de excessos por parte delas. O urologista destaca ainda que 15% da população tem ou terá cálculo renal. “Na maioria dos casos, de 80% a 85%, o cálculo é pequeno, com até 5 mm. Quando é maior que isso, fica difícil eliminá-lo espontaneamente, pela urina”, afirma.

Os demais pacientes acabam tendo dores e infecções precisando mudar a dieta, fazer tratamentos com remédio ou cirurgia. Exames de sangue e urina também servem para identificar os motivos da pedra no rim, e um ultrassom consegue saber a localização exata dela. “Em cálculos de até 1,5 cm, é feita uma litotripsia extracorpórea – uma máquina com ondas de choque que quebram a pedra. Depois dessa ‘implosão’, ela sai pelo xixi. Já cálculos maiores são destruídos por uma cirurgia endoscópica com laser, que entra pela uretra, ou por um procedimento percutâneo, que faz um furo nas costas do paciente e chega até o rim com uma câmera”, explica o urologista.

Só no ano passado, o Centro de Referência da Saúde do Homem fez 280 cirurgias percutâneas, e a fila de espera chega a quase um ano, revela Vicentini. Segundo o médico, o risco de reincidência do problema é grande: metade dos pacientes volta a ter pedra no rim e alguns sofrem até três ou mais vezes.

 Então, muito cuidado com os excessos do verão, eles podem trazer consequências nada agradáveis!

Fonte: Bem Estar

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