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Carnaval antienvelhecimento: é bom se preparar desde já

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Recorremos a profissionais para associar folia, carnaval e diversão à pele saudável, saúde em dia e responsabilidade sexual. Confira!

Nenhuma outra comemoração do ano permite tanto que se invista nas cores e brilhos como o carnaval. Um jato de spray aqui, um pouco de purpurina ali e pronto. As colombinas, odaliscas, passistas e piratas ganham vida na maior festa popular brasileira.

Mas para curtir os quatro dias de carnaval é preciso ter alguns cuidados com a pele. Produtos como sprays, tintas, purpurinas e colas podem provocar desde reações alérgicas leves até queimaduras. Alergias com produtos que contém corantes são as mais comuns.

A dermatologista do Hospital Federal de Ipanema, Márcia Senra, alerta que a pele é um órgão de contato, então várias pessoas podem ter qualquer tipo de alergia mesmo sem nunca terem usado um determinado produto. Portanto, tudo que contém tinta ou corante pode provocar uma alguma reação desagradável.

Márcia orienta as pessoas a aplicarem o produto em áreas menores do corpo para testar se vão ter alguma reação. O ideal é escolher a região anterior do antebraço e deixar a substância agir de um dia para o outro.

Segundo a Dra. Edith Horibe, presidente da ABMAE – Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, é possível prevenir e reverter alguns dos processos de envelhecimento, até mesmo no Carnaval.

Algumas dicas para cair na folia e que ajudam no processo Anti-aging: comer adequadamente, cuidar da hidratação e da ansiedade para não cometer todos os excessos concomitamente, aumentando os radiciais livres e acelerando o processo de envelhecimento.

Alimentação

Para a Dra Edith Horibe as bases para uma alimentação adequada incluem proporções equilibradas de proteínas, carboidratos e fibras, lipídeos (gorduras), vitaminas, minerais, e água.

O importante é evitar os fast foods, que geralmente são mais gordurosos e calóricos. No cardápio estão inclusos peixe e frango, vegetais crus ou cozidos no vapor, frutas pouco calóricas, como ameixa, frutas cítricas, maçã com casca, melão amarelo e melão cantalupo, pêra com casca, pêssego, que além de hidratar são excelentes fontes de carboidrato e grãos integrais.

Muito cuidado deve-se ter com a escolha das bebidas e ter moderação se forem alcoólicas, por isso nada melhor do que água, água de côco, sucos de frutas naturais, chá verde gelado – mas devem ser consumidos sem adoçante e sem açúcar. O açúcar é considerado alimento pró-inflamatório, rouba energia e vai deixar a pessoa cansada no meio da folia.

Para que a festa não acabe em diarreias e intoxicações, é preciso não abusar de álcool e ter cuidado com os alimentos gordurosos, como geralmente é a alimentação dos foliões.

O gastroenterologista do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, André Nazar, aconselha que a hidratação deve ser feita não só antes, mas durante e após para repor todo o líquido perdido, além de cuidados extras.

“De preferência, escolher bem o lugar que come, porque a maioria das vezes se come na rua. Alimentos quentes, com maionese exposta ao sol, devem ser evitados”. Para não ficar com fome leve sempre barra de cereais.

Outra dica de Nazar são os sorvetes, principalmente, os de fruta. Evite carnes mal passadas ou cruas, como carpaccio e comidas japonesas. Esses alimentos associados ao calor facilitam a intoxicação alimentar.

A ingestão de bebidas alcoólicas, comidas gordurosas, longa exposição ao sol, poucas horas de sono e alto gasto energético, agridem o organismo, causam estresse físico e debilita o sistema imunológico, além de abrir portas para infecções e doenças.

Buscando sempre as melhores alternativas, a nutricionista Audrey Abe, do Natural em Casa, têm algumas dicas para curtir as festas e, ao mesmo tempo, cuidar da saúde.

“Faça, antes de sair, um lanche reforçado à base de carboidratos como pão ou arroz integral, batata ou macarrão, pois é fundamental para ter bastante energia e disposição nas horas de festa”, explica a nutricionista.

1. Prefira carnes magras, queijos magros e leite desnatado, pois estes evitam a sensação de peso no estômago e digestão lenta.

2. Consuma carboidratos de absorção rápida, como arroz integral, pão integral, batata e macarrão, para ter bastante energia.

3. Não passe mais de 4 horas sem comer. Escolha alimentos fáceis de transportar, rápidos e práticos, que irão repor as suas energias, como barra de cereais, frutas liofilizadas e sucos de frutas.

4. Após as comemorações, opte também por alimentos com propriedades antioxidantes como a vitamina A, E e C, que podem ser encontradas na cenoura, abóbora, agrião, couve, espinafre e brócolis.

Importante! As bebidas alcoólicas além de calóricas aumentam a diurese, o que pode elevar o risco de desidratação. O consumo de água proporciona a eliminação mais rápida dos metabólicos do álcool.

Atividade Física

Se você vai se divertir na avenida ou no baile de carnaval, não precisa se preocupar se faltou à academia: 60 minutos sambando pode gastar 180 calorias.

Mas se carnaval para você não é sinônimo de folia, aproveite os dias para fazer uma hora de caminhada.

Vacina em dia

No quesito saúde, estar com as vacinas em dia já é um ótimo começo. “Elas protegem de doenças de fácil transmissão pelo beijo, aperto de mão ou contato sexual, e também de outras que estão controladas no Brasil, mas que podem ser transmitidas por turistas estrangeiros, como o sarampo, por exemplo”, explica a médica Flávia Bravo, coordenadora do Centro Brasileiro de Medicina do Viajante (CBMEVi).

“É recomendado, principalmente para os jovens, tomar vacinas que protegem de doenças relacionadas ao ato sexual”, indica a médica. A vacina do HPV, por exemplo, é fundamental para evitar o contágio pelo vírus do papiloma humano.  A imunização contra Hepatite B também é importante, já que a doença é transmitida por sangue contaminado e é cerca de 100 vezes mais contagiosa que a AIDS.

Como neurose não combina com Carnaval, as vacinas continuam sendo a forma mais eficaz de combater pelo menos as doenças imunopreveníveis. Veja se a sua carteira de vacinação está em dia. Nos casos em que não há esta possibilidade, vale uma boa dose de informação, bom senso e de cuidado redobrado, lançando mão de todos os recursos disponíveis.

Responsabilidade sexual

A campanha de carnaval de 2011 do Ministério da Saúde terá como público as mulheres de 15 a 24 anos, porque a infecção por HIV entre as mulheres está em constante crescimento. Apesar de haver mais casos da doença nos homens, essa diferença diminui ao longo dos anos, segundo Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan.

Ela informa que dados do Ministério da Saúde – Departamento de DST/AIDS mostram que em 1989, a relação de sexos era de cerca de 6 casos de contaminação do sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres.

Maria Helena lembra que as mulheres lutaram por seus direitos sexuais, pelo direito de desenvolver uma carreira profissional e conquistar sua autonomia econômica e pessoal. Mas, quando a questão é amor e sexo, grande parte não sabe como exigir o uso de preservativo.

Vale lembrar a importância das consultas periódicas, já que o canal vaginal é um órgão interno, o que dificulta à mulher perceber qualquer alteração.

“Meninas sejam espertas e fiquem fora desta estatística da Aids”, recomenda Maria Helena. “Só se previne quem tem convicção dessa necessidade. Busque informações sobre razões para se prevenir, sexualidade, DST/Aids e métodos contraceptivos.”

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