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Brasil terá grupos de apoio para pacientes com transtornos mentais

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O Ministério da Saúde pretende incentivar com recursos financeiros a criação de grupos de ajuda mútua para pacientes com transtornos mentais em todo o país.

Inspirados no Alcoólicos Anônimos e em serviços dos Estados Unidos e da Europa, os grupos de apoio devem reunir os pacientes para discutir problemas do cotidiano e criar maneiras simples de driblá-los.

O plano faz parte da Reforma Psiquiátrica, iniciada em 2001, que tem como objetivo eliminar gradualmente os hospitais psiquiátricos e implementar uma rede substitutiva – com a criação de CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), das residências terapêuticas e a ampliação do número de leitos psiquiátricos em hospitais gerais.

Até agora, foram fechados 17,5 mil leitos em hospitais psiquiátricos públicos ou privados em todo o país. Ainda restam 35.426.

A proposta será votada hoje, 1º de julho, durante a 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental, que acontece em Brasília.

Para o Ministério, esses grupos são uma ferramenta importante para a reabilitação social dos pacientes. Se for aprovado, isso será incorporado a programa nacional de saúde mental.

O número de grupos e o total da verba que será liderada ainda não foram definidos. Isso depende do interesse das cidades e associações. Hoje, há 140 entidades cadastradas no Ministério.

Um projeto piloto já está em andamento há dois anos no Rio de Janeiro (Angra) e no Piauí (Teresina).

Apesar de ser inspirado no Alcoólicos Anônimos, a dinâmica praticada é um pouco diferente. O grupo de apoio mútuo não segue a cartilha dos 12 passos para se recuperar. A proposta é de uma dinâmica mais livre.

Transtornos mentais atingem 23 milhões de pessoas no Brasil

No Brasil, 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões de brasileiros (3% da população) sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, apesar de a política de saúde mental priorizar as doenças mais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, as mais comuns estão ligadas à depressão, ansiedade e a transtornos de ajustamento.

Os problemas de saúde mentais ocupam cinco posições no ranking das dez principais causas de incapacidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados da OMS indicam que 62% dos países têm políticas de saúde mental, entre eles o Brasil.

Investimentos

Dados do Ministério da Saúde revelam aumento de 142,2% no investimento do governo federal na Política de Saúde Mental nos últimos sete anos, passando de R$ 619,2 milhões, em 2002, para R$ 1,5 bilhão, em 2009.

O governo também ampliou de 21%, em 2002, para os atuais 63% a cobertura de Centros de Atenção Psicossocial, com o aumento de 424 para 1.541 unidades em todo o País. A meta é chegar a 100% de cobertura.

Apesar de crescente, a distribuição desses centros ainda é desigual. O Amazonas, por exemplo, com 3 milhões de habitantes, tem apenas quatro centros. Dos 27 estados, só a Paraíba e Sergipe têm CAPS suficientes para atender ao parâmetro de uma unidade para cada 100 mil habitantes.

Além disso, as residências terapêuticas, segundo dados do Ministério da Saúde referentes a maio deste ano, ainda não foram implantadas em oito Estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Rondônia, Roraima e Tocantins.

No Pará, o serviço ainda não está disponível, mas duas unidades estão em fase de implantação. Em todo o Brasil, há 564 residências terapêuticas, que abrigam 3.062 moradores.

2 COMENTÁRIOS

    • Boa tarde,

      Para você obter mais informações sobre tratamento de pacientes com transtornos mentais em Terezina entre no link http://saude.teresina.pi.gov.br/caps.asp

      Lá você encontra a lista de locais em que o serviço é oferecido. Eles contam com atendimento individual, em grupo, atividades comunitárias, oficinas terapêutica e atendimento para a família (visita domiciliar, grupo de familiares).

      Um abraço,

      Blog da Saúde

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