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Bebês sem cérebro?

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O aborto legal de fetos anencefálicos está em julgamento hoje pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A anencefalia é um dos principais problemas cerebrais em fetos que não sobrevivem após o nascimento. O Brasil é o quarto país com mais casos. Hoje em dia, a mulher que deseja interromper a gestação deve recorrer a Justiça.

O julgamento está dando o que falar no twitter. Os internautas se dividem entre os que são a favor e contra a legalização do aborto de anencefálicos (para acompanhar a discussão no twitter, insira no campo de busca a hashtag #afavordavida).

Mas afinal, o que são os fetos anencefálicos? A anencefalia é uma grava malformação fetal que resulta na ausência de cérebro, calota craniana e couro cabeludo. A junção desses fatores impede qualquer possibilidade de o bebê sobreviver, isso se chegar a nascer. Metade desses bebês sofre uma parada cardíaca antes mesmo do parto e morre dentro do útero da gestante, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). O Brasil tem aproximadamente 1 caso para cada 700 bebês nascidos.

Normalmente, a vida dos bebês anencefálicos dura algumas horas e, em raras situações, mais de um dia. Um caso que está sendo comentado com a polêmica da legalização do aborto dos anencefálicos é o de Marcela de Jesus Ferreira, menina que sofria da merocrania (anomalia que leva a morte cerebral) e sobreviveu por quase 2 anos.

Na anencefalia, há a ausência da maior parte do cérebro e da calota craniana (parte superior e arredondada do crânio). Na merocrania, uma condição extremamente rara, há um defeito menos acentuado da caixa craniana e o resquício do cérebro é coberto por uma membrana. Ambas as anomalias são fatais, mas, no segundo caso, a sobrevida costuma ser maior. (Fonte: Uol)

Entre os 16 e 26 dias de gestação, já é possível ter o diagnóstico da malformação por meio de ultrassonografia. Os sintomas no feto são a ausência de crânio e cérebro (hemisférios cerebrais e cerebelo), anormalidades das características faciais e defeitos no coração. Não se sabe por que isso ocorre, mas as causas possíveis incluem toxinas ambientais e baixa ingestão de ácido fólico durante a gravidez.

Pesquisas mostram uma forte ligação entre a nutrição da mãe e os defeitos do tubo neural. O bebê é beneficiado quando a mulher é saudável e possui o peso ideal para engravidar. Por isso, mulheres que pretendem engravidar devem tomar ácido fólico 3 meses antes e no primeiro mês de gravidez para reduzir em até 50% os riscos de defeitos no tubo neural. Alguns alimentos que são ricos em ácido fólicos incluem aspargo, abacate, feijão seco, beterraba, brócolis, cenoura, couve-flor, repolho, lentilha, fígado, suco de laranja, amendoim, ervilha seca e verde, suco de tomate e germe de trigo.

2 COMENTÁRIOS

  1. eu acho que de veri ter sim o flilho ,porque o filho e a coisa mas lida que nos Mulhers podemos ter mesmo com o
    Bebé tendo pouco dias de vida

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