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Baixa umidade do ar X Síndrome do olho seco

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A síndrome do olho seco é a segunda maior causa de atendimento nos consultórios oftalmológicos nesta época do ano, segundo informações da ONG Apos (Associação dos Portadores de Olho Seco).

O problema afeta 10% da população adulta em todo o mundo e, no Brasil, estima-se que 18 milhões de pessoas sofram com a doença, sobretudo nas grandes cidades.

Olho seco?

O olho seco é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção de lágrima ou deficiência de seus componentes.

Sintomas: ardor, irritação, olhos vermelhos, fotofobia, lacrimejamento excessivo, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar-condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia.

Tratamento

O tratamento é basicamente sintomático e pode variar de acordo com o grau da secura ocular, desde a substituição e conservação da lágrima e dietas ricas em ômega 3, até cirurgias nos casos mais graves.

Se o problema não for diagnosticado ou tratado corretamente, a síndrome do olho seco pode evoluir de um pequeno desconforto a complicações mais sérias, como úlceras e perfurações da córnea e, em alguns casos, até levar à perda da visão.

É importante realizar exames anuais e procurar um oftalmologista imediatamente após detectar sintomas!

Fatores

A doença está relacionada à exposição de determinadas condições do ambiente como poluição, ar-condicionado, uso prolongado do computador e uso de lentes de contato, além de queimaduras químicas, alguns medicamentos, idade avançada e doenças do sistema imunológico.

Atualmente, uma das principais preocupações para quem sofre da doença é a baixa umidade do ar! E com razão…

O ar seco traz preocupações com a saúde dos olhos. É que esse inconveniente somado ao costume de permanecer por muito tempo em frente ao computador e o uso do ar condicionado ou aquecedor pode causar a síndrome do olho seco.

Clima de deserto

Um desafio para os brasileiros nas últimas semanas: conviver com a baixa umidade do ar! A simples tarefa de respirar tem se tornado cada dia mais difícil.

A umidade relativa tem registrado índice abaixo de 30% em 11 estados do País e no Distrito Federal. A situação fica mais grave por causa da poluição.

Consequências: alergias, ardência e ressecamento de boca e nariz, irritação na garganta, ressecamento da pele, tosse, hemorragia nasal, asma, rinite, bronquite, irritação nos olhos… e prontos-socorros cheios!

Crescem os riscos de problemas de saúde como pneumonia, arritmia cardíaca e até enfarte.

Para se ter ideia, pelo menos seis regiões de São Paulo estão com taxas de umidade do ar similares à do deserto do Saara, que varia de 10% a 15%.‎

Ontem (25), a cidade de São Paulo registrou o índice de umidade do ar mais baixo do ano, 13% e entrou em estado de atenção pelo terceiro dia consecutivo. Em Mato Grosso, o índice pode chegar a 15%.

Além de São Paulo e Mato Grosso, a umidade do ar vem registrando índices abaixo de 30% em Goiás, Mato Grosso do Sul, no Tocantins, em Rondônia, Minas Gerais, no sul do Pará, Maranhão, Piauí, na Bahia e no Distrito Federal.

Entenda a classificação: A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera estado de atenção quando a umidade do ar é inferior a 30%, estado de alerta com menos de 20% e emergência quando chega a 12%.

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