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Aviação sustentável: Na onda do biocombustível

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Divulgação/Lufthansa

Os primeiros voos comerciais do mundo movidos à biocombustível serão realizados em abril de 2011, com o Airbus A321, da empresa alemã Lufthansa. O combustível é feito com uma mistura de 50% de óleo vegetal hidrogenado e 50% de querosene tradicional.

Em nota, a empresa informa que os voos serão realizados na rota Hamburgo-Frankfurt por um período de seis meses, em fase de testes do projeto “Burn Fair”, que avaliará “o impacto a longo prazo dos biocombustíveis sustentáveis na aviação”.

O representante da Lufthansa, Wolfgang Mayrhuber, disse acreditar que haverá grandes oportunidades de utilizar querosene biossintético, mas alerta que primeiro eles querem aprender com a experiência diária. A proposta é inicialmente fornecer assistência técnica e monitorar as propriedades do combustível.

“A Lufthansa é a primeira linha aérea do mundo que utilizará o biocombustível em seus voos e este passo é um importante marco dentro da estratégia para conseguir uma aviação sustentável”, ressaltou Mayrhuber no comunicado.

Outras linhas aéreas, como a KLM e a Continental, já estão testando os biocombustíveis, mas a Lufthansa será a primeira a usar o óleo vegetal em voos comerciais.

No Brasil

No mês passado, a TAM realizou o primeiro voo experimental da América Latina utilizando biocombustível produzido a partir do óleo de pinhão manso, uma biomassa vegetal brasileira.

A aeronave, um Airbus A320, decolou do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro, retornando ao mesmo aeroporto depois de 45 minutos. O teste é parte de um projeto para reduzir as emissões de gás carbônico nos voos da companhia aérea.

“A realização deste voo experimental materializa a participação da TAM num amplo projeto de desenvolvimento da cadeia produtiva desse biocombustível de biomassa vegetal, com o objetivo de se criar uma plataforma brasileira de bioquerosene de aviação sustentável”, diz em nota o presidente da companhia, Líbano Barroso.

O próximo passo será a implementação de uma unidade de plantio de pinhão manso, em escala reduzida, no Centro Tecnológico da TAM em São Carlos (SP).  O objetivo é estudar a viabilidade técnica e econômica da instalação de uma cadeia produtiva de biocombustível à base de óleo de pinhão manso, desde a matéria-prima até a distribuição do bioquerosene.

O pinhão manso é uma planta que não concorre com a cadeia alimentar porque é imprópria para consumo humano e animal, “podendo ser consorciada com pastagens e culturas alimentícias”, explica a empresa no comunicado.

2 COMENTÁRIOS

  1. […] As crianças possuem uma anatomia que dificulta ainda mais a adequada função da tuba auditiva, por isso são as vítimas mais comuns do desconforto auditivo em aviões. Além disso, alterações nasais encontradas nos pequenos passageiros, como resfriados, gripes, rinites alérgicas e a obstrução nasal por aumento das adenoides, contribuem para a maior incidência das dores de ouvido durante os voos. […]

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