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Alunos do B.E.S.T criam válvula que amplia uso de ventiladores respiratórios para até quatro pessoas

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Alunos do B.E.S.T criam válvula que amplia uso de ventiladores respiratórios para até quatro pessoas

Projeto foi apresentado em desafio da universidade de medicina americana ¬Johns Hopkins, está em fase de testes de prototipagem e será disponibilizado à população após validação

A fim de minimizar a escassez de equipamentos que dão suporte respiratório para pacientes infectados com a COVID – 19, um grupo de alunos da primeira edição do programa de inovação médica (B.E.S.T  Innovation Course)  do IRCAD América Latina, unidade filiada ao Hospital de Amor de Barretos, formado por profissionais do Brasil e Holanda, desenvolveu, no início de abril, uma válvula automatizada de baixo custo, para ampliar a capacidade de atendimento de ventiladores mecânicos utilizados no tratamento da Covid. O protótipo da válvula é fruto do desafio virtual criado pela escola de medicina americana Johns Hopkins University, realizado na última semana, e que reuniu mais de 1300 profissionais de diversas áreas a fim de desenvolver soluções para o enfrentamento da doença no mundo.

De acordo com o físico e bioengenheiro formado na USP, Alessandro M. Hakme da Silva, que integra o grupo juntamente com três brasileiros e dois holandeses, eles vivenciaram uma intensa imersão sobre a doença e o tratamento, com cerca de 12 horas diárias de estudos, de 30 de março a 03 de abril.  Entre todos os participantes do desafio americano, foram propostas cerca de 200 soluções para contribuir com o tratamento da doença, tudo com a mentoria de experts da medicina e da indústria médica mundial. Hakme explica que todos membros do grupo tinham tarefas diárias e ao final do dia participavam de lives com os mentores.

A concepção, design, aplicabilidade e custo foram levantados durante o desafio, sendo a estimativa de custo de cada válvula cerca de 150 dólares. Confeccionado com componentes comuns utilizados em ventiladores respiratórios, como plásticos especiais, eletrônicos e silicone, o dispositivo ampliará a capacidade de ventilação para até quatro pessoas. Hoje o projeto está em fase de testes de prototipagem para futuros ensaios clínicos e será disponibilizado gratuitamente à hospitais, empresas ou instituições interessadas a custearem a confecção das válvulas.

Participante da primeira edição do programa de inovação médica (B.E.S.T  Innovation Course) no Brasil,  realizada em dezembro de 2019, em Barretos, Hakme atrelou o preparo do grupo à experiência recentemente vivida no B.E.S.T, “O B.E.S.T foi fundamental para que nós nos sentíssemos preparados para encarar um problema grave em uma situação real. Está sendo instigante, esplêndido e desafiador participar de algo desta importância”, finalizou.

Gian Caselato, aluno da Faculdade de Medicina em Barretos (FACISB), comemora por ter se reunido com os colegas do B.E.S.T e revela a expectativa em finalizar o protótipo, “será muito valoroso contribuir nessa causa”, disse.

O mentor de inovação do grupo é o fundador da SparkMed, empresa referência mundial no desenvolvimento de soluções médicas e Apollo Endosurgery, empresa focada em dispositivos cirúrgicos e endoscópicos minimamente invasivos, Dennis McWilliams. Namratha Potharaj e Matthew Petney também integram o grupo de mentores.  Já entre os profissionais que integram o grupo estão: Alessandro Hakme, Beatriz Gandolfi, Emílio Belmonte, Gian Caselato, respectivamente do Brasil, e Marjn Hiep  e Friso Schoffelen da Holanda.

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