Início Saúde da Mulher HPV Afinal, o que é o HPV? Por que se vacinar?

Afinal, o que é o HPV? Por que se vacinar?

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injecaoA Vacinação contra o HPV (Papiloma Vírus Humano) trouxe o vírus novamente às rodas de discussões. Todos têm falado muito sobre a vacinação e seus benefícios – acompanhe nos posts anteriores da série sobre a campanha – mas, no entanto, muitas pessoas ainda desconhecem o próprio vírus.

O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual, ele também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Esta é doença sexualmente transmissível mais contraída no mundo. Existem mais de 200 variações do vírus e a maioria de seus sintomas são silenciosos. A lesão do colo do útero é diagnosticada através do exame de Papanicolau, também ocorrem lesões na vagina e na vulva, estas últimas visíveis.

Confira abaixo o trecho de uma entrevista da Dra. Maricy Tacla – médica ginecologista, professora do Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas de São Paulo – concedida ao site do Dr. Drauzio Varella.

OPÇÕES DE TRATAMENTO

DrauzioA pessoa que adquire o vírus pode eliminá-lo naturalmente ou desenvolver alterações que vão desde lesões discretas e benignas até o aparecimento de lesões invasivas que caracterizam o câncer. Como deve ser orientado o tratamento a partir do momento em que é diagnosticada a infecção pelo vírus?

Maricy Tacla – É perfeita sua colocação de que o vírus pode ser eliminado espontaneamente ou pode progredir gradativamente. Se a pessoa for imunocompetente, terá maior facilidade para debelar a infecção. Muitas vezes, ela elimina o vírus e fica curada sem saber que o problema ocorreu.

Se por algum motivo estiver imunossuprimida, porque se infectou com o vírus da Aids, toma medicamentos para não rejeitar um órgão transplantado, ou é fumante, apresentará condições mais favoráveis à evolução do vírus. Por outro lado, a persistência do vírus no organismo por muitos anos (a não ser que a pessoa seja imunossuscetível, a evolução costuma ser lenta) tem importância muito grande para o desenvolvimento das doenças a ele associadas.

Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a possibilidade de prescrever tratamentos mais conservadores. Uma lesão inicial tem mais chance de ser tratada com sucesso.

No entanto, o tratamento depende do grau da lesão, do nível de imunidade da pessoa e do tempo de evolução da doença, mas sempre se procura começar pela forma mais conservadora. Atualmente, é possível monitorar com o colposcópio como a paciente está reagindo.

O objetivo do tratamento da infecção pelo HPV é a retirada da lesão que ele causa. Lesões restritas, pequenas e superficiais podem ser tratadas só com a aplicação de um agente químico ou pela cauterização clássica. Lesões mais graves exigem eventualmente cirurgia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero mundiais.

A vacina distribuída pelo SUS é a quadrivalente, recomendada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), e confere proteção contra quatro subtipos (6, 11, 16 e 18) do vírus. Cerca de 270 mil mulheres morrem anualmente devido ao câncer. A vacina é mais eficaz antes das mulheres iniciarem a vida sexual, após isso o Ministério da Saúde orienta que seja feito o exame preventivo – Papanicolau – periodicamente (uma vez ao ano ou semestralmente, de acordo com a indicação do ginecologista). A vacina não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.

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