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Adolescentes evitam a primeira consulta ginecológica por timidez ou falta de informação

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100746209A transição entre a infância e a fase adulta, geralmente, vem acompanhada de crises e dúvidas. Nessa etapa, os adolescentes precisam se adaptar ao novo corpo, construir uma identidade e desfrutar de vivências até então desconhecidas. Para as meninas, uma das questões que gera conflito e medo é a primeira consulta ginecológica. Por falta de informação ou timidez, muitas jovens evitam essa situação.

 Para a diretora da Clínica Invita e membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Dra. Graciela Morgado, o momento ideal para a primeira visita ao ginecologista é entre 11 e 15 anos. “Geralmente, nessa idade acontece a menarca, a primeira menstruação, assim é importante a jovem começar o acompanhamento ginecológico e receber todas as orientações. E caso a menarca seja precoce, hoje em dia, temos recursos para bloquear o ciclo menstrual e então a jovem terá chance de crescer um pouco mais,” alerta a especialista.

 Alguns pais, principalmente as mães, contribuem com adiamento da primeira consulta por temer que isso seja um incentivo ao início da vida sexual das filhas. A ginecologista desmistifica: “É uma ideia equivocada, às vezes a jovem já não é mais virgem e a mãe nem sabe. O melhor então é que a adolescente esteja bem orientada e saiba como evitar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e gravidez,” conclui.

 A Dra. Graciela listou as 10 dúvidas mais frequentes que geram insegurança e temor nas adolescentes:

 1- Como é a primeira consulta?

A primeira consulta costuma ser uma conversa informal, principalmente se a paciente estiver nervosa ou tímida demais. O ginecologista vai fazer perguntas sobre doenças da infância, hábitos, ciclo menstrual, doenças na família e histórico de câncer de mama. Dependendo da idade ou se a adolescente não for mais virgem, o médico também dará orientações sobre sexo, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

 2-Tenho que ir ao mesmo ginecologista da minha mãe?

Geralmente, as adolescentes se sentem mais a vontade para conversar com profissionais mais jovens e do sexo feminino. O ideal é escolher um médico de confiança que deixe a adolescente segura para falar durante a consulta.

3- Os pais têm o direito de saber o que conversei com o médico?    

As conversas entre médicos e pacientes são sigilosas, e a adolescente deve ter a segurança de que o médico não vai repetir a consulta para os pais. Porém, se o que a paciente relatar abusos ou uma doença que a coloque em risco de vida, o médico sem dúvida procurará os pais.

4- A mãe deve entrar junto na consulta?

A vontade da paciente deve ser respeitada. No entanto, no caso de uma mãe autoritária, as perguntas mais íntimas serão feitas no momento do exame.

 5- Vou ter que fazer algum exame doloroso?

Se a paciente for virgem, o ginecologista examina apenas os seios, a região abdominal e a parte externa da região genital.

 6- O exame físico é obrigatório?

Não. A primeira consulta pode ser apenas para conversar, tirar dúvidas e conhecer o (a) médico (a). E com toda a privacidade expor queixas, conflitos e até as dúvidas mais banais.

7- A jovem virgem pode ser examinada sem risco?

Sim. O exame ginecológico da menina será diferente do realizado em mulheres com vida sexual.

8- Como é o exame da adolescente virgem?

Geralmente o exame começa pelas mamas, depois o profissional examina o abdômen, e por fim os órgãos genitais externos.

 9- Este exame é doloroso?

Absolutamente não. No caso de ser necessária a coleta de material para exame, esta será feita com cotonete e também não dói.

 10- Quando é realizado o toque vaginal?

Apenas nas meninas que já iniciaram vida sexual. Além do toque podemos examinar a vagina por dentro e o colo uterino com um aparelhinho chamado espéculo. O toque serve para avaliarmos o tamanho do útero e ovários

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