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A síndrome B.G.O.P

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Evaldo Burcosk, diretor da Humanus – CR Sistemas, destaca o pouco tempo que o gestor de Recursos Humanos dedica no relacionamento com os funcionários. O executivo chama esse comportamento de Síndrome B.G.O.P. Descubra o porquê.

Pode ser que você gestor, jamais tenha ouvido falar, mas pode sofrer da Síndrome B.G.O.P, ou Síndrome da Boca Grande e Ouvido Pequeno. Sabe o que significa? O mal de grande parte das empresas, sejam micro, pequenas ou multinacionais… o gestor não tem tempo para ouvir seu colaborador.

Talvez por não dar importância devida, talvez por erro na administração de tempo e prioridades, mas fato é que tal problema pode – e vai – afetar diretamente a empresa. A começar pela rotatividade de colaboradores, que só acontece por insatisfação ou pelo fato de você não estar próximo para saber quais são as necessidades e expectativas dele.

Quem sabe em outra empresa ele tenha um canal melhor de relação com o líder?

Segundo pesquisa divulgada este ano, pela Focus Market Research, o RH dedica 17% do dia a dia com relação com funcionários, quando o necessário seria 32%. Ou seja, onde está o problema?

Talvez em ter seu ouvido pequeno demais para escutar o profissional e entender quais são as expectativas dele, onde ele quer chegar, quais são seus planos…

Quantas vezes esse ano você conversou com eles? Você tem aplicado feedback? Não em relação a atividades, mas um simples bate papo que pode fazer toda diferença. Quantas chances você ofereceu para os talentos que já fazem parte da empresa, em vagas disponíveis? Ou simplesmente contratou novas pessoas, sem saber se o que buscavam já estava ‘dentro de casa’?

Seu relacionamento com o colaborador vai além da Folha de Pagamento? Vai além do Ponto Eletrônico? Você conhece o potencial de cada um?

Se você respondeu que não, então talvez esse seja o momento certo para fazer diferente e estar perto do quadro colaborativo da empresa.

Mãos à obra. Acabe com a síndrome e entenda finalmente que gerir é mais do que falar: é saber ouvir!

*publicado na ABRH-Nacional

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