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A Psicose chamada Esquizofrenia

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A esquizofrenia é o mais grave dos transtornos psicóticos, pois está associado a um alto risco de suicídio e pode desenvolver outras enfermidades como depressão e dependência química. O transtorno é desencadeado pela simbiose de fatores genéticos e ambientais, como questões sociais, econômicas e estresse.

Um dos bons indicadores de que a doença tem relação genética são estudos feitos em famílias com gêmeos idênticos. Quando um dos irmãos é portador da esquizofrenia, em 50% dos casos, o outro também é, já em gêmeos não idênticos a porcentagem cai para 20%. No entanto, se a herança familiar fosse o único fator responsável pela esquizofrenia o índice seria de 100%. Estudos também propõem uma associação do neurotransmissor – dopamina – com a doença.

O esquizofrênico sempre apresenta sintomas psicóticos. Podem ser delírios (acreditar no que não é verdadeiro), alucinações auditivas (escutar vozes de comando, críticas, comentários), e menos frequentemente, alucinações visuais. Este bloco de sintomas faz parte do pacote positivo. Há também sintomas negativos como isolamento social, apatia e alteração da afetividade.

O tratamento baseia-se na medicação por anti-psicóticos, também divididos em dois grupos. A primeira geração tem efeitos colaterais mais difíceis de manejo como tremor, rigidez muscular e lentificação.  Já a segunda, apresenta efeitos menos graves como ganho de peso e sedação e é tão efetiva quanto.  Em complemento, o tratamento é feito com terapia cognitiva comportamental ao paciente e trabalho psicológico educacional com a família.

Os pacientes, em vários níveis de comprometimento podem não ter mesma capacidade de desempenhar funções, mas são produtivos dentro de sua formação se estiverem sob tratamento constante.

Fonte: Dr. Antônio Reis de Sá – Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Juiz de Fora e Mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. É médico psiquiatra com titulo de especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria e suas áreas de pesquisa concentram-se nos campos de Esquizofrenia, Transtornos do Humor e Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Atualmente é colaborador do grupo Projeto Esquizofrenia (PROJESQ) do Hospital das Clinicas da Universidade de São Paulo.

6 COMENTÁRIOS

  1. […] Diversos estudos são feitos a fim de esclarecer a possível relação entre transtornos mentais e ações de atentado à própria vida.  Entre as pesquisas, um estudo feito com mais de 16 mil pessoas pela OMS – Organização Mundial da Saúde constatou que 90% dos casos puderam ser relacionados com diagnósticos como depressão, ansiedade, uso de drogas ou álcool e esquizofrenia. […]

  2. Por muitos anos, desde a adolescencia sofri com este disturbio. Tive a primeira crise depois dos 20 anos, onde fui internado. Passei por duas clínicas e fiz tratamento por 4 anos. Perguntaram se eu queria me aposentar por invalides, mas não quis achei uma humilhação, pois acreditei em mim. Hoje tenho 46 anos, trabalho, tenho um emprego estável, e a muitos anos, mais de 10, não tenho crises fortes. Percebo quando elas estão chegando e me defendo. Tomo remédio, zargus 2mg 2x dia.
    Tenho receio de assumir uma família por isso vivo e vivi sempre só, não tenho relacionamentos, pois, compromete o meu estado emocional. Isso é uma fraqueza! Acredito que não, é ser forte.

    • Marcos, faz você muito bem tomar a devida medicação afim de evitar os durtos. Convivo com uma pessoa que tem esse transtorno, e posso afirmar que a vida de quem está em volta do indivíduo é um verdadeiro inferno. Ele, ao contrário de vc, deixa de tomar os remédios e logo logo se transforma num verdadeiro demônio. Parabéns pela sua força de vontade de não se transfrmar num monstro.

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