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A primeira impressão é mesmo a que fica?

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Você conhece uma pessoa e não tem uma boa primeira impressão. Depois de um tempo, descobre que a pessoa é legal. Veja o que cientistas descobriram a respeito dessa relação entre seu cérebro e o primeiro contato.

Seguinte: a experiência que você tiver com a pessoa que contradizer aquela primeira impressão, ficará atrelada apenas ao contexto em particular, ao passo que as primeiras impressões ainda dominarão outras situações.

Não entendi…

“Imagine que você tem um novo colega de trabalho e sua impressão dessa pessoa não é muito favorável. Poucas semanas depois, você encontra esse colega em uma festa e percebe que ele é realmente um cara muito legal. Embora você saiba que sua primeira impressão estava errada, sua resposta será influenciada por essa nova experiência apenas em contextos semelhantes aos da festa. Já sua primeira opinião continuará dominante em todos os outros contextos”, explica o autor Bertram Gawronski, da Universidade do Oeste de Ontário, Canadá.

Nosso cérebro

De acordo com os pesquisadores, isso acontece porque o cérebro armazena uma regra, que é violada apenas por um contexto específico.

Embora esses resultados apoiem o senso comum de que as primeiras impressões são notoriamente persistentes, Gawronski observa que às vezes isso pode ser mudado.

O que é necessário é que a primeira impressão seja questionada em contextos diferentes. “Nesse caso, novas experiências se tornam descontextualizadas, e a primeira impressão lentamente vai perdendo seu poder. Enquanto uma primeira impressão só for contestada dentro do mesmo contexto, você pode fazer o que quiser, mas a primeira impressão será dominante independente de quantas vezes for contrariada por novas experiências”, destaca Gawronski.

Contribuição do estudo

A pesquisa pode ajudar no tratamento de distúrbios clínicos. Se alguém com reações de fobia a aranhas procurar ajuda de um psicólogo, a terapia terá muito mais sucesso se ocorrer em vários contextos e não apenas no consultório, explica o autor.

O estudo foi feito por psicólogos americanos, canadenses e belgas e publicado na revista científica Journal of Experimental Psychology: General.

*Via OESP

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