ONU enfatiza o combate às doenças crônicas
Fatores comportamentais de risco, como sedentarismo, fumo, excesso de álcool e dieta pouco saudável, não só estão presentes em todo o mundo, como aumentam cada vez mais, principalmente nos países em desenvolvimento.
Com esse aumento, as doenças não-transmissíveis (derrames, ataques cardíacos, câncer, doenças pulmonares e diabetes), já correspondem, mundialmente, a 63% das mortes. Atenta a essa situação, a Organização das Nações Unidas (ONU) tem dado maior enfoque para o combate às doenças crônicas.
No Brasil, a estimativa é que 74% das mortes estão relacionadas a esses problemas, conforme o relatório Estado Global sobre Doenças Não-Transmissíveis, da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Pela primeira vez, a OMS disponibiliza informações detalhadas para cada Estado-Membro, indicando onde cada governo necessita focar esforços em prevenção e tratamento das principais doenças que são causa de morte.
Para definir uma nova agenda internacional de prevenção e controle destas doenças, os resultados do relatório estão sendo discutidos nesta semana, em Nova York, no encontro de líderes mundiais na sede da ONU.
Com a participação dos chefes de Estado, Governo e ministros, a Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral sobre Doenças Não-Transmissíveis buscará encontrar maneiras de prevenir estas doenças, responsáveis pela morte de três a cada cinco pessoas no mundo.
A reunião aprovará uma declaração e uma campanha para reduzir, até 2013, os fatores de risco das doenças crônicas, envolvendo os governos, as indústrias e a sociedade civil com os planos.
Entre as iniciativas necessárias propostas, estão medidas como:
• O aumento de preço e da fiscalização para reduzir o consumo de tabaco ou reduzir a comercialização.
• Alertar para os perigos do alto consumo de alimentos e bebidas que são ricos em gorduras saturadas, açúcares e sal.
• A redução do consumo nocivo do álcool; a promoção da alimentação saudável e o incentivo do aumento da atividade física.
O quadro
Em, 2008, mais de 9 milhões das mortes em decorrência de doenças não transmissíveis incidiram em pessoas com menos de 60 anos de idade. E dessas mortes, 90% ocorreram em países de baixa e média renda.
De acordo com o relatório, homens e mulheres destes países têm cerca de três vezes mais chances de morrer destas doenças antes mesmo dos 60, se comparados aos países de alta renda.
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Blog da Saúde
20 de setembro de 2011












Acredito na possibilidade de mudar o cenário das doenças crônicas no país e no mundo, através da informação e da educação da população,sim.
Mas o foco maior nas medidas para reduzir o tabagismo e o alcoolismo não alterará significativamente o cenário das doençsa cronicas degenerativas no pais e no mundo. Devem ser implementados, paralelamente , programas para educação em saúde. Campanhas de ambito nacional e monitorização das medidas implantadas, além de controle de metas ajudariam a melhorar os indices de saúde com redução na prevalencia das doenças cronicas degenerativas.
“Prevenção de doenças crônicas – um investimento vital” este é o título de um programa da OMS referido no livro “Prevenção de doenças do adulto na infância e na adolescência” Dr. João Guilherme Bezerra Alves e Dra. Magda Carneiro-Sampaio – Ed. Medbook RJ, 2007
Os autores informam que “… os sete dos maiores riscos à saúde (hipertensão arterial sistêmica, hipercolesterolemia,obesidade, sedentarismo, baixo consumo de frutas e legumes, alcoolismo e tabagismo) são condições intimamente ligadas a escolhas de vida e correspondem a mais da metade do impacto mundial de doenças, medido na média em anos de vida com a doença”.
E ainda falam da necessidade da implementação de ações em áreas diferentes e complementares do nível primário de atenção à saúde. Sugerem utilização de recursos da comunidade, ONGs, implantação de programas de exercícios coletivos, reuniões de auto-ajuda e suporte para o cuidado para com a própria saúde.
A resenha do livro na integra está em: http://saudeoudoenca.com/2011/09/05/prevencao-das…