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Surto controlado: o vai e vem da origem da E. coli


As autoridades sanitárias da Alemanha suspeitavam no início que o surto da E. coli (que contaminou outros países da União Europeia e Estados Unidos) teria três alimentos in natura como mais prováveis fontes: pepino, tomate e alface.

Primeiro momento
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Saúde prepararam uma nota técnica para orientar os brasileiros de que não havia motivo maior de preocupação, já que estes alimentos não são importados ao país.

Para os viajantes que estivessem se dirigindo à Alemanha, a recomendação foi evitar o consumo de vegetais crus, em especial, pepinos, tomates e alfaces, até que a origem do surto fosse confirmada, e ficar atento a outras recomendações das autoridades alemãs.

Sem contar os procedimentos de higiene e boas práticas de manipulação dos alimentos, sempre indispensáveis na prevenção e propagação de doenças.

Segundo momento
Pesquisadores alemães chegam à conclusão da origem do surto: brotos crus.
Se antes a recomendação aos viajantes era evitar o consumo de pepinos, tomates e alface, com a conclusão dos pesquisadores sobre a origem do surto, a orientação passou a ser o veto ao consumo de brotos crus, incluindo feno-grego, feijão mungo, lentilhas, feijão azuki e alfafa.

A contaminação veio de brotos produzidos em uma fazenda na Baixa Saxônia, em Hamburgo, localidade onde se concentrava a maior parte dos casos.

Terceiro momento
A Agência Brasil divulga o anúncio de que alemães identificam a bactéria E.coli em pés de alface em Fürth, no Sudeste do país – quatro dias após as autoridades suspenderem o alerta contra o consumo da verdura.

Os especialistas iriam examinar os setores de distribuição e determinaram a retirada da alface dos supermercados. Mas consideraram improvável a relação entre essa nova descoberta e o surto infeccioso no norte da Alemanha, que contaminou mais de 3.000 pessoas.

A hipótese mais provável, segundo os especialistas, é que são outros genes da bactéria E. coli que não estariam relacionados com a onda de contaminações.

Quarto momento
A União Europeia confirma lote de sementes egípcias como provável causa de E. coli.

O Estado de São Paulo divulgou que a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) afirma que um dos lotes de sementes de feno-grego importados do Egito por vários países europeus é o “vínculo comum mais provável” entre os focos da bactéria E. coli da Alemanha e França.

No entanto, a agência destaca que não se pode descartar que outros lotes de feno-grego importados do Egito durante o período 2009-2011 possam ter sido afetados, por isso recomenda que seja feito um acompanhamento dos lotes em todos os Estados-membros.

Por sua vez, o Ministério da Agricultura egípcio negou na última sexta-feira que sementes de feno-grego exportadas à Europa fossem o foco da infecção, e asseguraram que a presença dessa bactéria no Egito não foi completamente provada, já que não se registrou nenhum caso no país.

Quinto momento
A União Europeia decidiu ontem retirar do mercado todas as sementes egípcias de feno-grego e ainda interromper a importação de todas as sementes e vagens para germinação do Egito até 31 de outubro.

A agência lembrou que, por enquanto, foram registradas 48 mortes na Alemanha e uma na Suécia por conta desta bactéria, que provoca a Síndrome Hemolítico-Urêmica (SUH). No total, foram contabilizadas mais de 4.000 pessoas infectadas.

Sexto momento
Os países da União Europeia afirmaram nesta quarta-feira, 6 de julho, que o surto está sob controle e apoiaram a revisão do sistema comunitário de alerta alimentar.

Eles deram por liquidada a crise sanitária provocada pelos surtos da bactéria na França e Alemanha, após apontar como causa provável as sementes de feno-grego procedentes do Egito e ordenar sua proibição e retirada.

Serão retiradas todas as sementes importadas do Egito entre 2009 e 2011 e proibidas temporariamente a entrarem no mercado único, medidas que foram decididas na véspera pelos 27 membros da UE e entraram em vigor ontem.

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